Diego Fernandes – Araçatuba
Foi publicada no Diário Oficial do Estado na última quinta-feira (16), a promoção da agora Coronel da PM Adriana Roledo Belluzzo, que assumiu o comando do CPI-10, o Comando de Policiamento do Interior 10, em Araçatuba, que também abrange a região de Andradina.
Até então, a Coronel Adriana comandava o 2º Batalhão de Polícia Militar do Interior em Araçatuba. A profissional, de 47 anos, tem 30 anos de polícia militar.
Na última quinta (16), no dia da publicação, foi realizada uma cerimônia de comemoração na sede do CPI-10, que contou com a participação de todo o efetivo da polícia e da Banda Regimental de Música do CPI-10.
Coronel Adriana substitui na função de comandante do CPI-10 o Coronel Rodrigo Quintino, que foi transferido para o CPA/M-12, Comando de Policiamento da Área Metropolitana 12, em Mogi das Cruzes (SP).
Histórico
A coronel Adriana é filha de policial militar, esposa e mãe de duas filhas. A oficial ingressou na Instituição em 5 de janeiro de 1993, na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, em São Paulo.
Foi declarada Aspirante a Oficial em 20 de dezembro de 1996 e classificada no 4º Batalhão de Trânsito, em São Paulo, onde permaneceu até 29 de setembro de 1998.
No dia 30 do mesmo mês e ano foi transferida para o 2º Batalhão de Polícia Militar do Interior (2º BPM/I), em Araçatuba. Em 1 de abril de 2013, já no posto de capitão, foi movimentada para o Comando de Policiamento do Interior 10 (CPI-10), que é o comando regional da Polícia Militar na área de Araçatuba.
Após sua promoção ao posto de major, continuou classificada no CPI-10, permanecendo até 24 de maio de 2021, quando foi promovida à tenente-coronel e designada para comandar o 2º BPM/I, que corresponde a 31 dos 43 municípios da circunscrição do CPI-10, sendo que agora comandará o CPI-10, que abrange todos os municípios da região.
Entrevista
Quando assumiu o comando do 2º BPM/I, a então tenente-coronel Adriana Beluzzo já havia conversado de forma exclusiva com a reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, onde contou que desejava ser médica na infância, mas foi convencida pelo pai a entrar na polícia.
“A profissão sempre foi motivo de muita admiração na minha família, tenho vários tios, primos que são policiais militares, bombeiros, sempre gostei dessa área. Mas confesso que até o colegial eu ainda pensava em fazer medicina. Mas quando eu estava no terceiro ano meu pai falou ‘eu sei que você está à beira dos vestibulares aí, você poderia estar prestando a academia do Barro Branco, que é um vestibular também, até como treineiro’. Na época, meu esposo, o Tenente Coronel Beluzzo, ela era namorado, fiz a proposta pra ele pra gente prestar esse vestibular. Eu querendo medicina e ele querendo odonto. E a gente foi passando em todas as fases, no exame físico, psicológico, a gente acabou se animando porque os dois passaram”, contou à época.
Além disso, ela citou também na época que tem como meta seguir todas as diretrizes da PM do estado de São Paulo.
“A missão nossa é de combater o crime, proteger as pessoas, então a gente tende a ter essa tônica em toda a corporação”, completou na oportunidade.

