Diego Fernandes – Araçatuba
Pela segunda vez no ano, o plenário da Câmara Municipal de Araçatuba ficou cheio para acompanhar a reunião dos vereadores para discussão de temas e projetos.
Nesta segunda-feira (13), durante a segunda sessão ordinária do ano da Câmara, mães e pais de crianças autistas foram à Casa Legislativa para novamente protestar pela falta de cuidadores para seus filhos e também para criticar o vereador Maurício Bem Estar (PP), que colocou em dúvida a necessidade de cuidados para estes alunos em fala proferida na primeira sessão ordinário do ano, no dia 6.
Ao mesmo tempo, apoiadores de Maurício também estiveram na sessão e levaram cartazes com o nome do parlamentar e os dizeres “O vereador da inclusão” e “Sua história justifica”, defendendo-o das críticas recebidas.
Durante a sessão, Maurício pediu desculpas pela fala na primeira sessão ordinária e citou seu trabalho com projetos sociais através da fisioterapia, sua formação. A sua fala foi criticada por pais e mães de autistas e aplaudida por seus apoiadores.
No começo do ano, no dia 11 de janeiro, a sessão extraordinária realizada no plenário e que tinha como um dos itens da pauta o aumento de salário de até 94% para os vereadores, também ficou lotada, e, na oportunidade, graças à pressão popular, o projeto foi retirado pela Mesa Diretora.
Requerimento
Durante a sessão realizada, foram aprovados dois requerimentos pedindo informações sobre os cuidados com alunos com TEA em Araçatuba.
Um requerimento do vereador Luis Boatto (MDB) questiona a prefeitura sobre a falta de cuidadores para alunos com TEA, levando em consideração as 12 mães que procuraram o gabinete do parlamentar reclamando sobre o tema.
Boatto pergunta quantos profissionais foram efetivamente contratados pela empresa Sander Serviços Terceirizados – Eireli, contratada pela prefeitura por R$ 7,5 milhões, para fazer o acompanhamento escolar.
Também quer saber de quantos alunos casa acompanhante cuida, qual foi o critério de contratação destes acompanhantes e se possuem curso específico para exercer tal função.
O documento aprovado também questiona sobre encontros formativos, se foi respeitado o tempo de adaptação devido à transição entre profissionais, além de pedir uma cópia do contrato com a empresa Sander.
O outro requerimento é do vereador Lucas Zanatta (PL), que pergunta quantas crianças eram atendidas com TEA no ano passado, e quantas deixaram de ter cuidadores no atual ano letivo.
Também pergunta se os responsáveis foram notificados formalmente de que não há contestação dos pareceres da equipe multiprofissional ou técnico-pedagógica, conforme explicou, em nota à imprensa, a secretaria da educação.
Os requerimentos foram aprovados por unanimidade pelos vereadores e a prefeitura terá até 15 dias para fornecer as informações ao legislativo.

