Da Redação – Andradina
A JBS inaugurou uma escola corporativa de inglês voltada à preparação de colaboradores brasileiros para atuar em suas operações na Austrália. Batizada de English Academy, a iniciativa combina ensino do idioma, adaptação cultural e experiência prática na indústria. A turma inaugural reúne 30 profissionais da área de produção. Entre eles está Jorge Miguel Jacinto da Hora, de 32 anos, que atuava na unidade da companhia em Andradina (SP).
A escola está localizada em Dinmore, Ipswich, no estado de Queensland. O programa de imersão pode durar até 12 meses, dependendo do progresso de cada aluno. As aulas são presenciais, com carga horária de 20 horas semanais, e têm foco no vocabulário técnico da indústria de alimentos e no contexto cultural australiano.
Os materiais didáticos foram desenvolvidos internamente, em conformidade com o Australian Education Services for Overseas Students (ESOS) Framework, e aprovados pela Australian Skills Quality Authority, órgão regulador nacional do setor de educação e treinamento vocacional na Austrália.
Jorge Miguel Jacinto da Hora embarcou em março para a Austrália, onde trabalha e estuda por meio do programa. Natural de Andradina, no interior de São Paulo, está há cerca de 40 dias no país em sua primeira experiência internacional. Os participantes da English Academy foram acomodados em casas mobiliadas, a aproximadamente dois quilômetros da planta e da escola, o que permite conciliar aprendizado do idioma com experiência profissional.
“Temos uma escala muito bem estruturada, com dias dedicados ao aprendizado do inglês e outros no dia a dia da unidade, contribuindo para a rápida evolução no idioma”,explica Hora. Com 13 anos de atuação na JBS, ele iniciou a carreira no setor de rotulagem e, ao longo do tempo, investiu em qualificação e participou de processos seletivos internos, o que gerou as novas oportunidades. O interesse em se desenvolver e a disposição para novos desafios foram determinantes para sua seleção.
“Sempre procurei dar o meu melhor e me preparar para as oportunidades. Isso fez a diferença para eu estar vivendo esse momento”, destaca. A experiência representa um avanço profissional e um marco pessoal, ampliando sua visão de carreira e reforçando valores como disciplina e determinação. “É uma oportunidade única. Para quem busca crescimento, vale a pena se dedicar e acreditar. Mesmo com a distância da família, é possível superar as barreiras com esforço e foco nos estudos”, afirma.
Segundo a empresa, a criação da escola abre a oportunidade de aprimorar a proficiência em inglês de profissionais com forte experiência técnica que nem sempre tiveram acesso prévio ao ensino formal do idioma. “Além da fluência, a adaptação cultural é fundamental para que os profissionais se estabeleçam no país e evoluam em suas carreiras”, afirma Ana Ruperez, coordenadora de Mobilidade Global da JBS Austrália.
A preparação dos participantes começou no Brasil em julho de 2025, com aulas online realizadas duas vezes por semana e ministradas pelo mesmo professor que acompanha o grupo na etapa presencial. Em março de 2026, o treinamento passou a ser totalmente presencial e integrado à rotina da unidade da JBS em Dinmore.
De acordo com a JBS, trazer o curso para dentro da empresa permite um acompanhamento mais próximo do desempenho dos alunos e um melhor equilíbrio entre trabalho e estudo. “Temos profissionais altamente qualificados no Brasil e queremos ampliar as oportunidades para que esses talentos atuem globalmente. A escola foi criada para que o idioma não seja um obstáculo nesse caminho”, afirma Fernando Meller, diretor executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil.
A English Academy faz parte do esforço mais amplo da companhia para preparar profissionais para posições internacionais. Criado há dez anos, o programa JBS Global Talent já levou pessoas da JBS para unidades nos Estados Unidos, Canadá, México, Inglaterra e Austrália. “Não se trata apenas de mobilidade, mas de desenvolvimento de carreira”, acrescenta Meller. “Quando integramos idioma, cultura e trabalho, aumentamos as chances de sucesso no longo prazo”.
Em 2025, o programa Global Talent registrou mais de 1,2 mil inscrições, resultando na seleção de 53 profissionais para atuar em diferentes países, incluindo Austrália, Estados Unidos, Canadá e México, sendo 11 deles de unidades em São Paulo.

