Diego Fernandes – Araçatuba
Araçatuba registrou uma alta nos atendimentos pediátricos relacionados a síndromes respiratórias nos últimos dias. O aumento foi observado tanto na rede pública, como por exemplo, no pronto-socorro, quanto em atendimentos particulares.
O Hospital Unimed, por exemplo, registrou um aumento de quase 80% nos atendimentos de crianças com problemas respiratórios nos primeiros dias do mês de fevereiro em relação a janeiro.
Segundo dados do hospital particular, foram 434 atendimentos entre o começo do ano e o dia 13 de janeiro, sendo que os atendimentos saltaram para 781 entre 1 e 13 de fevereiro, tendo sido registrados 347 casos a mais no mês seguinte. Os dados referem-se ao atendimento de pessoas entre 0 e 13 anos.
Já na rede municipal de saúde, os atendimentos também estão crescendo, sendo que o pronto-socorro registrou em cinco dias da última semana, 152 atendimentos, que é mais do que os 139 que haviam sido registrados ao longo de todo ano.
No caso do PS, a maior parte das crianças atendidas foram mais novas, entre 1 e 4 anos de idade.
De acordo com especialistas, as síndromes respiratórias, entre elas a gripe e o resfriado, são problemas comuns do convívio em sociedade, já que os vírus têm a facilidade de se dissipar rapidamente.
Por conta disso, a relação do aumento de casos na cidade está ligada à volta dos alunos ao convívio escolar, já que as aulas nas escolas particulares e públicas retornaram entre o final de janeiro e o começo de fevereiro. Ainda segundo especialistas, os efeitos do período de carnaval também poderão ser sentidos, principalmente entre a população de adultos, devido aos blocos e festas carnavalescas.
Vacinação
Especialistas alertam que a vacinação pode evitar que doenças virais acometam os estudantes durante o período escolar, evitando também que as crianças levem o vírus para a família ao voltarem para casa.
“Infelizmente, não existe só a Covid-19. Temos sarampo, caxumba, catapora, difteria, tétano, coqueluche etc., que são doenças que podem ser prevenidas. Nós temos que valorizar muito a vacinação como um todo, porque é o que você pode fazer para evitar a vulnerabilização desses alunos”, afirmou o médico pediatra Abelardo Pinto Jr., que faz parte da sociedade brasileira de pediatria.
Além da vacinação, existem outras medidas preventivas que podem ser adotadas tanto pelos pais quanto pela própria escola. Elas incluem: higienização das mãos; etiqueta respiratória, que é quando você usa um lencinho descartável ou a parte interna do braço para cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar; não compartilhar alimentos nem material escolar ou objetos de uso pessoal; tentar manter os ambientes bem ventilados; higienizar frequentemente o local, inclusive as carteiras dos alunos; e, principalmente, estimular que os pais não levem o aluno doente para a escola.
Outra orientação é que os pais avisem à escola caso o filho esteja doente, em especial se estiver diagnosticado com alguma doença contagiosa. Isso ajuda a alertar pais e educadores para sintomas semelhantes em outros alunos.



