TRAJETÓRIA - Filme mostra a história de superação de Benedita Fernandes

Benedita: uma heroína invisível. O legado da superação

 

 

Mais três sessões encerram

período de contrapartida junto

ao Fundo Municipal de Cultura

 

O período de prestação de contas ao Fundo Municipal de Apoio

à Cultura de Araçatuba será encerrado neste final de semana

(13 e 14 de novembro) com três exibições do filme

‘Benedita: uma heroína invisível. O legado da superação’.

As sessões estão marcadas para 20h30 (sábado e domingo),

com matinê no domingo às 10h. Das dez exibições definidas como contrapartida ao apoio município de Araçatuba, sete ocorreram entre os dias 9 e 14 de outubro, no Teatro Paulo Alcides Jorge (Biblioteca Municipal), mesmo local das novas sessões. Elas são gratuitas, mas é preciso fazer agendamento.

 

A clássica frase do cineasta Glauber Rocha, referência do Cinema Novo do Brasil nos anos 1960 e início de 1970 pode ser emprestada nesse momento, só que com leve alteração: não foi “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, conforme Rocha, mas uma ideia na cabeça e uma câmera na mão que deram origem à produção cinematográfica cujo período de pré-estreia será concluído neste final de semana.

‘Benedita: uma heroína invisível. O legado da superação’ é a cinebiografia fruto do citado encontro: ideia do jornalista Sirlei Nogueira com a câmera nas mãos do produtor Samuel Lalucci, que finalizavam um curso básico de produção audiovisual na cidade no ano de 2012. Em poucos meses começavam as filmagens do conteúdo documental.

Alguns anos depois, a pré-estreia é de um docudrama, mix de documentário com cenas dramatizadas por atores profissionais e amadores locais. A protagonista é a atriz Silvia Teodoro, natural da cidade, funcionária pública e psicóloga, que encarna – quase literalmente – a personagem Benedita Fernandes, pioneira benemérita que em 1932 fundou a instituição que se transformaria em hospital psiquiátrico com o nome dela, a partir de 1947.

Corte. Tipo cinematográfico, quando muda a cena: a atriz, que adotou Tiodora como novo nome artístico, em homenagem à avó, faleceu no último mês de março, em decorrência de câncer.

Corte 2: o recorte sobre essa história de vida prioriza outros cenários, principalmente os vivenciados ao longo de anos até chegar a Araçatuba e iniciar os trabalhos sociais que a transformaram em referência de responsabilidade social e de acolhimento ao ser humano, especialmente aos que necessitavam de atendimento em saúde mental, nos longínquos anos 1930.

Educação formal foi a outra frente de trabalho encarada pela desbravadora respeitada por políticos da época, como prefeito, deputado, interventor do Estado e pelo presidente Getúlio Vargas. Educação de crianças pobres como ela, em condições de vulnerabilidade social.

 

MULHER.

NEGRA.

POBRE.

ANALFABETA.

‘LOUCA’.

 

Imagine-se nessas condições. Só que 90 anos atrás…

Todas são reais, com informações sobre obstáculos decorrentes facilmente pesquisáveis – virtualmente ou não – na História relativamente recente do Brasil.

Ninguém – em sã consciência – poderia dizer que teria sido a melhor das experiências de vida. Então, como seria para quem não vivenciasse em sã consciência?

Nesse caso, louca, mas não conforme diagnóstico da medicina vigente. Louca num sentido figurado para os homens, mas efetivamente compreensível do ponto de vista espiritual. Décadas depois, a Ciência reconheceu a obsessão espiritual no CID (Código Internacional de Doenças) da Organização Mundial da Saúde.

A condição provisória de ‘louca’ deve ter sido o obstáculo mais difícil a ser superado por aquela pessoa em situação de rua, de estrada batida de chão, de trilhas pelas matas e de trilhos ferroviários. A andarilha perambulou quase 800 quilômetros entre a terra natal, Campos Novos de Cunha, Distrito de Cunha, perto de Guaratinguetá (atual Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) até chegar a Penápolis, Região Noroeste Paulista.

 

PENSE BEM!

 

O que uma mulher, negra, pobre, analfabeta e que circunstancialmente estava na condição de ‘louca’ poderia fazer em prol do semelhante na década de 1930? Seria necessário nascer de novo, não é mesmo?

O pit-stop histórico em Penápolis gerou muitos episódios e o momento que pode ser considerado de ‘nascimento’, de ‘metamorfose’ do ser humano que revolucionou a própria vida, numa exemplar história de superação, em uma existência caracterizada pelo pleno exercício da responsabilidade social.

Corte novamente.

São contribuições que refletem na história de Araçatuba, a 50 km de Penápolis.

Benedita Fernandes foi ‘curada’ e passou a ‘curar’; esteve andarilha e assegurou dignidade aos que perambulavam pelos caminhos, tanto adultos quanto principalmente crianças; era analfabeta, mas promoveu a educação infantil exemplarmente.

 

‘BANCA EXAMINADORA’

 

Vale destacar que uma ‘banca de examinadores’ formada por doutor e mestre em Ciências, e por educadores com décadas de vivências foi especialmente convidada para reconstituir esse cenário histórico.

Dentre eles: Cesar Perri, doutor em Ciências (foi Pró-Reitor da Unesp) e é o biógrafo da personagem; e Sergio Felipe de Oliveira, mestre em Ciências e fundador da UniEspírito (Universidade Internacional de Ciências do Espírito).

Luiz Carlos Barros Costa (ex-UniCastelo/Universidade Brasil, de Fernandópolis); Divaldo Pereira Franco, educador com mais de 600 filhos adotivos e mais de 200 netos e bisnetos em trabalho social em Salvador, BA; Ana Jaicy Guimarães, educadora e dona de casa; Marilusa Moreira Vasconcellos, educadora e psicóloga; e o psicanalista Wagner Gomes da Paixão são alguns dos outros integrantes da ‘banca’ que estruturam o cenário do conteúdo documental.

Especialistas em Educação para ‘avaliar’ a Educadora por excelência. Conterrâneos e contemporâneos também enriquecem o docudrama.

Pense bem!

Então, o que qualquer outra pessoa ‘normal’ poderia fazer nos dias de hoje, em prol do semelhante?

E você? O que poderia fazer?

Se aceitar sugestão: ‘Benedita: uma heroína invisível. O legado da superação’.

É um bom começo. Inclusive pensando em projetar um novo fim…

 

SERVIÇO

 

EXIBIÇÕES

Dia 13: 20h30

Dia 14: 10h | 20h30

 

AGENDAMENTO PARA SESSÕES GRATUITAS

18 99709.4684 (Sirlei)

 

Classificação: 14 anos

 

Ocupação do teatro em 50%

 

Dez exibições: contrapartidas do Projeto ‘Benedita Fernandes. Sombra, Luz e Ação’: Edital Nº 01 de Apoio a Projetos de Valorização e Preservação da Memória no Município de Araçatuba.

O incentivo foi direcionado exclusivamente à produção do conteúdo dramático. Atores profissionais e amadores de Araçatuba foram envolvidos no projeto.

 

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FICHA TÉCNICA

 

BRASIL | 2021

Cinebiografia baseada no livro ‘Benedita Fernandes. A Dama da Caridade’

Autor: Antonio Cesar Perri de Carvalho

Publicação: Cocriação Editora Eireli, 2017

Apoio Cultural: Use Regional de Araçatuba (70 anos em 28.09.2022)

Face Espírita (30 anos em 21.11.2021)

 

COPRODUÇÃO DA CINEBIOGRAFIA (DOCUDRAMA)

Cocriação Editora | Araçatuba.SP

Lalucci Filmes | Araçatuba.SP

 

CONTEÚDO DOCUMENTAL

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Divaldo Pereira Franco

Luiz Carlos Barros Costa

Ana Jaicy Rodrigues Guimarães

Marilusa Moreira Vasconcellos

Sergio Felipe de Oliveira

Wagner Gomes da Paixão

 

CONTEÚDO DOCUMENTAL

(Contemporâneos em Araçatuba.SP)

Naoum Cury (in memorian)

Dirce Dall’Oca Ribeiro

 

CONTEÚDO DOCUMENTAL

(Conterrâneos em Campos Novos de Cunha/Distrito de Cunha.SP)

José Carlos da Silva

Gilson Alves Bernardino

Marina Albano dos Santos Alves

Rubens Alves Bernardino

Ilson Gonçalves Ledoíno

José Fernandes

 

CONTEÚDO DRAMÁTICO

Tiodora (in memorian)

 

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

Renato Prieto

 

ELENCO

Clóvis Roberto

Flavio Estêvão

Manuela Menezes

Pat Bracale

João Gonçalves

José Luiz Py

CRIANÇAS

Caio Bracale

Rafa CF

Leon Nogueira

 

TRILHA SONORA ORIGINAL

Maestro Mário Henrique

Paula Zamp

 

GRAVAÇÃO ORIGINAL DA TRILHA

Paula Zamp

Gabriel Rocha

 

ARTISTAS DE VOZ

Alessandra Araújo

André Marouço

Dan Camargo

Nelson Custódio

Hélio Negri

 

ARTISTAS PLÁSTICOS

Agda (Agda Russo) | Itatiba.SP

A.Wicher (Ângela Wicher) | Araçatuba.SP

Clifford (Clifford Fortin) | Birigui.SP

Lázaro (in memorian)

  1. Luzia (Maria Luzia Almeida Rosa) | Araçatuba.SP

Matê Vizoni (Maria Tereza Vizoni) | Birigui.SP

Merciana (Merciana Greice Pereira Xavier) | Araçatuba.SP

 

PARTICIPAÇÕES

Cícera Rodrigues Santana

Elza Benevenuto

Gregório Carlos Rodrigues

Joyce Maria Corrêa

Luiz Augusto Macedo

Mara Regina Garcia de Souza Oliveira

Sônia Arruda

 

EQUIPE LALUCCI FILMES

Douglas Lalucci

Bill Marques

André Moreira

Edélcio Araújo Jr.

 

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