Operação conjunta desmonta esquema de pirâmide financeira na região

VITOR MORETTI – Araçatuba

A Polícia Federal de Jales, com apoio da Polícia Civil e Ministério Público Estadual de Santa Fé do Sul deflagrou, na manhã dessa quinta-feira (11), a Operação Ponzi, que investiga um grande esquema de pirâmide financeira, que pode ter movimentado mais de cem milhões de reais nos últimos quatro anos. Um empresário, apontado como líder do esquema criminoso, foi preso na capital paulista. Outras três pessoas também foram detidas.
De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, além do empresário, a polícia prendeu a ex-esposa dele, o diretor geral do grupo investigado e a diretora financeira. Além disso foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Estadual de Santa Fé do Sul nas cidades de Santa Fé do Sul, Santa Clara D’Oeste, Votuporanga, Bebedouro, Araçatuba, Casa Branca, Americana, Santana do Parnaíba e São Paulo.
Durante as investigações, a PF apurou que em apenas dois anos, o empresário preso abriu dezenas de empresas e filiais em várias cidades do interior paulista, tendo como fachada a oferta de serviços de créditos de bancos diversos, mas na verdade, toda a estrutura era voltada para convencer poupadores a entregarem suas economias em troca de altas taxas de juros remuneratórios que chegavam até 6% ao mês, que eram pagos com recursos de novos investidores, caracterizando um esquema de pirâmide financeira.
O empresário investigado como líder do esquema e o diretor geral do grupo foram presos na saída de uma casa de shows em São Paulo durante a manhã de quinta por policiais federais à paisana. Eles foram conduzidos até a sede da Polícia Federal de Jales para serem ouvidos pelo delegado responsável pelas investigações.
A PF também localizou uma mansão, chácaras e um terreno às margens do Rio Paraná, além de vários carros de luxo e uma aeronave que foram apreendidos. Três embarcações de grande porte também foram apreendidas com o apoio de equipes da Polícia Militar Ambiental de Fernandópolis.
“Os presos serão indiciados, na medida de suas culpabilidades, nos crimes contra o sistema financeiro nacional, falsidade ideológica, estelionato, crime contra a economia popular e organização criminosa, com as penas máximas somadas de até 24 anos de reclusão”, informou a PF.

OPERAÇÃO PONZI
O nome da operação foi utilizado em alusão ao esquema PONZI, que é uma operação fraudulenta e sofisticada de investimento do tipo esquema em pirâmide que envolve a promessa de pagamento de rendimentos anormalmente altos (“lucros”) aos investidores à custa do dinheiro pago pelos investidores que chegarem posteriormente.

VIDA DE LUXO – Empresário preso durante operação levava vida de luxo, segundo a Polícia Federal

Veja também

Homem é preso com rifle, em Araçatuba

Um homem foi preso durante o fim de semana, em Araçatuba, depois de ser flagrado …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *