Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest Vimeo
    O LIBERAL REGIONALO LIBERAL REGIONAL
    Trending
    • Reajuste de categorias, melhorias em bairros e novos CRASs foram sugestões apresentadas em audiência pública da LDO
    • Homem que matou amigo durante jogo do Brasil em Auriflama é preso
    • Dois morrem em grave acidente em Aracanguá
    • Prefeitura faz boletim de ocorrência contra o vereador Damião Brito por postagem em rede social
    • Bebês que nasceram prematuros em Araçatuba são transferidos para Rio Preto; mãe está internada na UTI da Santa Casa
    • DICAS DE SÉRIES E FILMES – Michael
    • DORAMEIROS – A Coroa Perfeita
    • Sebrae-SP lança Ecossistema Local de Inovação para fortalecer a conexão entre universidades, empresas e poder público em Araçatuba 
    O LIBERAL REGIONALO LIBERAL REGIONAL
    Home»Cidades»Araçatuba»Barba, cabelo e bigode
    Araçatuba

    Barba, cabelo e bigode

    By jornalistacrispim30 de março de 2022Nenhum comentário3 Mins Read
    Share Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit Telegram Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    CINTHYA NUNES

     

    -Pode deixar comigo. Já assisti a três vídeos no YouTube e chegou o kit de tesouras que eu encomendei. Mas pensando bem, e se ficar horrível?
    -Daí eu raspo careca, ué?!
    Com a garantia de que haveria uma solução em caso de fracasso, durante a pandemia me tornei cabelereira amadora. Para alívio de todos, não criei nenhum sósia do Kojak ou, para que os mais jovens entendam, do Meu Malvado Favorito.
    Nada contra os carecas, registro antes que protestos sejam enviados à Redação. Apenas que, no caso em concreto, significaria que meu investimento no kit de três tesouras, sete pentes e uma navalha teria sido um desperdício. Quando resolvi que, em meio à pandemia, iria cortar um cabelo masculino, tratei de adquirir o material minimamente necessário.
    Depois de alguns tutoriais, de posse de minhas ferramentas, coloquei mãos à obra. Segui à risca os ensinamentos gratuitamente fornecidos e o resultado final foi bem melhor do que eu imaginava. Não havia nascido ali, no entanto, a cabelereira em mim, pois minha carreira se iniciara havia muitos anos.
    Não me recordo mais como, na adolescência, em tempos pré-internet, comei a cortar os cabelos da minha avó paterna. Em algum momento, talvez pela idade avançada, Dona Sebastiana parou de ir até o local onde cortava os cabelos. Assumi o papel de aparar o cabelo branquinho e fininho, bem como de cortar e pintar as unhas dela. Fiz isso por muitos anos, até próximo de sua morte.
    Naquela mesma época, cortava também as pontas dos cabelos de algumas amigas, desde que fossem lisos e eu achasse alguma tesoura, nas coisas de casa, que não estivesse cega. Eram tempos mais brutos. Muita coragem das minhas cobaias ou vítimas. Fato inconteste é que nunca fiz estragos aparentes nos cabelos alheios, desde que não se compute uma franja um pouco curta demais que fiz em minha irmã, ela com três e eu com cinco anos.
    Já na faculdade, desembaraçava com prazer os longos, grossos e ondulados cabelos de minha colega de apartamento. Sempre achei relaxante desembaraçar cabelos alheios. Até hoje gosto disso e, vez ou outra, quando posso estar com elas, encurralo uma de minhas sobrinhas, com seus cabelos compridos e ali me demoro o tempo que for preciso.
    Aos dezesseis anos, voluntária em uma creche, cometi o erro de inverter as posições e deixei menininhas de seis a oito anos pentearem os meus cabelos. Quando compreendi que os pontinhos brancos nos cabelos delas eram ovos de piolhos, já era tarde demais. Compartilhamos a mesma escova por algumas horas e a mesma coceira por vários dias.
    A pandemia, assim, somente trouxe de volta algo que me acompanhava há tempos. Agora, todos os meses, minhas tesouras quase profissionais se movimentam e cumprem seus desígnios. Há passos que ainda não arrisquei, como usar a navalha, para segurança geral da nação, mas já aprendi, pela observação, a contornar redemoinhos ou a cortar ali sem deixar ninguém com o topete do Pica-pau.
    Não arrisco cortar meu próprio cabelo, no entanto. Sempre achei minha cabeça um pouco grande para o meu corpo, de modo que careca não está entre minhas melhores chances de um bom visual, mas venho arriscando mudar a cor dele, por conta própria. Enquanto minhas opções estiverem entre as cores mais sóbrias, passarei incógnita pela multidão.

     

    Cinthya Nunes é jornalista, advogada, professora universitária e pretende, uma hora dessas, fazer um curso de cabelereira – cinthyanvs@gmail.com/www.escriturices.com.br

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Previous ArticleBirigui lidera pelo segundo mês consecutivo a geração de empregos na região
    Next Article Andradina vai promover a feira da saúde
    jornalistacrispim

    Related Posts

    Araçatuba

    Reajuste de categorias, melhorias em bairros e novos CRASs foram sugestões apresentadas em audiência pública da LDO

    19 de junho de 2026
    Cidades

    Homem que matou amigo durante jogo do Brasil em Auriflama é preso

    19 de junho de 2026
    Cidades

    Dois morrem em grave acidente em Aracanguá

    19 de junho de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026 Desenvolvido por mSanders Tech.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.