INTERDIÇÃO - Praças públicas estão interditadas em Araçatuba

Aumento da fiscalização na fase emergencial terá apoio das Polícias Civil e Militar em Araçatuba

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

As polícias civil e militar de Araçatuba vão garantir o apoio ao aumento da fiscalização no município durante a fase emergencial do Plano São Paulo, que passou a valer nesta segunda-feira (15) em todo o estado.

Durante uma reunião realizada no Paço Municipal na manhã de ontem, os representantes policiais disseram que suas respectivas corporações podem colaborar no combate às reuniões e eventos clandestinos realizados no município.

Estiveram na reunião o delegado seccional de Araçatuba, Marcelo Cury, além do 2º Batalhão de Polícia Militar do Interior, Major Marcelo Luís Cunha Beluzzo. As corporações, inclusive, já tem dado apoio à Guarda Municipal para o cumprimento de decretos desde o final de 2020.

A garantia do apoio foi dada após um acordo firmado entre os presentes na reunião para que não houvesse um lockdown completo em Araçatuba, a exemplo do que foi anunciado para São José do Rio Preto nesta segunda-feira.

A conclusão do encontro, que envolveu também políticos, diretores de hospitais e membros da sociedade civil, foi a de aguardar as consequências do Plano SP para ver se há uma diminuição no contágio, nas internações, e nas mortes por covid-19.

Crise na saúde

Araçatuba vive, no momento, a pior situação desde o início da pandemia, com a UTI da Santa Casa com lotação acima de 100% e o Hospital Unimed com 4 alas de terapia intensiva para tratar pacientes com sintomas mais graves do coronavírus.

Segundo o diretor técnico da Santa Casa, o médico Giulio Stanco Coscina Neto, além da falta de leitos, há também falta de medicamentos e de oxigênio pelo excesso de internações, já que o problema é crônico em todo o estado e em boa parte do Brasil.

Protesto

Em frente ao Paço Municipal, cerca de 20 manifestantes aguardavam o final da reunião e criticavam a administração municipal. Além disso, a ideia era pressionar o prefeito Dilador Borges Damasceno (PSDB) a não promover um lockdown, com fechamento total de atividades no município.

O representante comercial Roberto Cavazzani acredita que, caso o lockdown fosse decretado, seria um atentado à liberdade do povo araçatubense.

“Pela liberdade, pelo ar que respiramos. Ela (a liberdade) está sendo tirada pouco a pouco. O comércio não é responsável pela contaminação porque eles tem tomado os cuidados deles”, indignou-se. “Infelizmente, metade das empresas que sobraram acabam de quebrar”, afirmou o manifestante sobre a possibilidade de lockdown em Araçatuba.

A trabalhadora autônoma Suemi Freitas criticou o prefeito Dilador Borges Damasceno (PSDB). “Esse prefeito precisa tomar tempo na vida e ver que o que ele está fazendo com a gente é errado”, reclamou sobre as medidas restritivas adotadas também pelo município.

Praças Fechadas

Uma das medidas para tentar conter o avanço da covid-19 em Araçatuba foi fechamento das praças públicas municipais.

Os principais locais do tipo em Araçatuba foram lacrados por equipes da prefeitura desde a manhã do último sábado, em cumprimento a decreto lançado na sexta-feira.

A justificativa é de que as praças costumam ser muito utilizadas aos finais de semana para a aglomeração de jovens, já que com o fechamento dos bares, restaurantes, e áreas de lazer, a praça passava a ser o ponto de encontro para o consumo de bebidas.

 

BURLAR A LEGISLAÇÃO

Novo decreto da Prefeitura de Araçatuba enrijece ainda mais a restrição contra aglomerações, agora limitando aqueles estabelecimentos que tentam adaptar seus espaços, instalando pequenos pontos com itens considerados essenciais, na tentativa de garantirem acesso e circulação de pessoas em seu interior. O novo documento acrescenta dispositivo ao decreto publicado na semana passada. Na nova redação,o decreto quer barrar quem tenta bular a legislação sobre atividade essencial. “Consideram-se os estabelecimentos descritos neste artigo, para os fins deste decreto e dos demais já emitidos pela municipalidade no âmbito da Emergência de Saúde Pública em decorrência da Covid-19, aqueles que efetivamente tiverem, no mínimo, 70% (setenta por cento) de sua área de venda ocupada por produtos essenciais (alimentos bebidas, produtos de limpeza e higiene pessoal), não importando o CNAE dos estabelecimentos.”

 

Denúncias

Somente no último sábado, 39 denúncias foram feitas pelo telefone 153 da Guarda Municipal, sendo que a maioria foram por bares que estavam oferecendo consumo no local durante a então fase vermelha do Plano SP, que já não permitia esta prática.

Além disso, quatro festas clandestinas foram paralisadas e autuadas após denúncias no último final de semana. O apoio da Polícia ocorreu em todas as fiscalizações.

ACOMPANHANDO – Delegado Seccional Marcelo Cury acompanha reunião que definiu endurecimento na fiscalização

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