“#ARACATUBADOBEM”

 

Rodrigo Andolfato

Meu pai sempre dizia que quando a gente vai ajudar alguém, deve-se levar ao amigo necessitado uma palavra de esperança antes de qualquer coisa. Um bom amigo alerta sobre os perigos antes que eles sobrevenham, mas uma vez chegada a “perrenga” é a ajuda material e espiritual que mudam as coisas.
Passei meus últimos anos alertando a sociedade, de Araçatuba e Região, sobre os riscos de políticas monetaristas, populistas e imediatistas. Alertei como suas consequências de médio e longo prazo seriam dolorosas. Como essas políticas trariam desemprego, perda do valor dos salários, inflação e desesperança. Usei palavras duras para tentar acordar a sociedade, assim como um amigo faz quando vê alguém, que de fato ama, tomar decisões erradas. Foi o que fiz até agora pelo amor ao meu povo.
No entanto, o que eu mais temia e alertava chegou. Aqui estamos com muitas famílias desesperadas, sem dinheiro para o gás ou para a comida dos filhos, sem perspectiva de empregos, e necessitadas de esperança mais do que nunca. Por essa razão, resolvi tentar, com muita humildade, pois sei que não sou nenhum salvador da pátria, criar um movimento para frear o motor do desânimo e da depressão, transformando toda energia negativa em combustível para mudarmos o mundo, começando pelo nosso quintal. Sim meus amigos leitores, eu estou falando de um movimento organizado. Estou falando do #ARACATUBADOBEM! Uma Organização Não Governamental, devidamente registrada, que possa atuar em todas as áreas da sociedade civil, e que possa tentar de fato contribuir com a melhoria de vida da comunidade como um todo. “Como assim Rodrigo? Que ideia é essa de atuar em todas as áreas?” – É exatamente isso! Mas vou explicar melhor! Começando pelo começo.
Ao longo dos últimos anos, muitas pessoas me acompanharam em postagens da internet, em artigos para os jornais, e em PODCASTS no meu canal do YouTube. Com isso, muitas pessoas começaram a vir até mim falando de suas ideias para os mais diversificados assuntos. Desde ideias que visavam o assistencialismo direto através da benemerência, até pautas mais elaboradas e estratégicas de urbanização e geração de empregos. Traduzindo, de cestas básicas até pontes. Percebi então, que a sociedade como um todo está intimamente ligada entre si, e deve ser pensada como um ser vivo. Ou seja, não existe vida sadia de verdade se um dos membros do corpo estiver doente.
Além da experiência acima, algumas vezes, no intuito de ajudar, fiz alguns vídeos mostrando que devemos privilegiar os pequenos comerciantes locais. A experiência de frente as câmeras foi muito legal e rendeu sim um aumento de vendas para essas pessoas. Mas a experiência por trás das câmeras foi ainda melhor. Depois de fazer os vídeos, sempre tem aquele bate-papo, onde a pessoa fala das pretensões para seu negócio. E são nesses momentos que a gente acaba ajudando de fato. Vou dar um exemplo rápido, esses dias uma pessoa da qual sou cliente, estava vendendo produtos alimentícios diretamente do campo. Muita coisa boa, natural, gostosa e sem conservantes. Ela me disse que seu sonho era transformar sua garagem num bistrô e formalizar seu negócio. Com 15 minutos de conversa, expliquei para ela os custos disto. O quanto ela precisaria investir para adequar as normas sanitárias que o estado impõe. Quanto ela pagaria de impostos em cada produto vendido. Mostrei para ela que seus preços subiriam e seus ganhos cairiam, a cada produto vendido. Expliquei que ela teria que aumentar muito seu faturamento e venda para que o ponto de equilíbrio fosse atingido. Que isso era possível, mas que os riscos subiriam exponencialmente. E perguntei se o ganho atual não estava bom? Se o interessante de verdade não seria ela simplesmente aumentar as vendas? Ao que obviamente ela respondeu que sim.
Outra experiência que tive foi no campo da benemerência. E aqui é que vem outra ideia muito legal que devemos fomentar. Ajudei uma pessoa precisando de dinheiro e sem oportunidade de trabalho. Ao ajudar essa pessoa, expliquei a ela que a falta de trabalho no mercado não era culpa dela. Era culpa das leis trabalhistas. Expliquei que quando uma empresa paga mil reais para o trabalhador, essa empresa deixa outros mil reais para o estado, e por isso fica cada vez mais caro as empresas contratarem. Obviamente que a pessoa teve a brilhante ideia de dizer que abriria mão de seus direitos. Tive que explicar que a única maneira disso acontecer era ela prestando serviços de forma direta e sem vínculo. Ela quis saber como. Exemplifiquei com serviços de jardinagem e pequenos reparos residenciais. Disse que eram um bom mercado consumidor, que muita gente procurava. Ela me disse que não sabia fazer nenhum desses serviços. Foi ai que veio a ideia. E se tivéssemos uma associação que ministrasse esses pequenos cursos práticos? Se pudéssemos ajudar as pessoas necessitadas e ao mesmo tempo ensiná-las a ganhar o pão? Se pudéssemos criar um movimento onde todos que passassem por ele saíssem mais autônomos e independentes do estado? Foi aí que decidi sonhar com esse movimento #ARACATUBADOBEM! E você? Concorda? Topa mudar o destino de nossa cidade? Se cada um ajudar um pouquinho iremos sair dessa. Se você for do BEM compartilhe essa ideia.

Rodrigo Andolfato é empresário da Construção Civil, membro do ilan – Instituto Liberal da Alta Noroeste

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