Diego Fernandes – Araçatuba
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontaram as duas principais cidades da região de Araçatuba no Top 10 entre os municípios mais violentos do estado de São Paulo, no ano passado.
De acordo com o estudo, que avalia estatísticas criminais de todo o país, o município de Birigui apareceu na oitava colocação entre os mais violentos do estado em média em 2022, com 15,1 mortes violentas intencionais para cada 100 mil habitantes.
Já Araçatuba apareceu na décima colocação, contabilizando quase a mesma média de Birigui, com 15 mortes violentas intencionais a cada 100 mil moradores. Ambas as cidades superaram São José do Rio Preto, que ficou com média de 10,6.
A líder do ranking é Caraguatatuba, no litoral paulista, que tem média de 26,7 mortes violentas.
Os municípios paulistas, porém, estão longe de estarem entre os mais perigosos nesta estatística no Brasil. O município de Jequié (BA) é o mais violento do país com 88,8 mortes violentas intencionais a cada 100 mil habitantes. São Paulo não tem nenhum município entre os 50 mais violentes do país.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os dados são referentes ao ano passado, mas neste ano já houve queda nestes índices, tanto em Araçatuba quanto em Birigui, na casa dos 60%.
Segundo a secretaria, a região conta com os trabalhos do Delegacia de Homicídios e da DEIC em Araçatuba e a DIG de Andradina, reunindo esforços para a promoção e desenvolvimento de políticas públicas para a redução dos índices de criminalidade.
A pasta também lembrou a queda de quase 5% nos índices de homicídios no estado neste ano, até aqui, na comparação com o primeiro semestre do ano passado.
País
Das 10 cidades mais violentas do Brasil, seis ficam na Bahia. Conforme o anuário, o país atingiu o menor patamar de mortes violentas intencionais em 12 anos, com taxa de 23,4 vítimas a cada 100 mil habitantes e queda de 2,4% de 2022 para 2021.
Os crimes de homicídio doloso (-1,7%) e latrocínio (-15,3%) apresentaram diminuição de 2021 para 2022, enquanto as lesões corporais seguidas de morte (18%) e os assassinatos de policiais (30%) cresceram no mesmo período.
O ranking, que reúne 319 municípios com mais de 100 mil habitantes, é baseado em dados do Painel de Monitoramento de Mortalidade da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde, e no Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para definir o conceito de “morte violenta intencional”, foi realizado o agrupamento de categorias e tratamento de dados com base na metodologia de classificação estatística de mortalidade CID-10, da Organização Mundial da Saúde (Com informações do G1).

