ANTONIO CRISPIM – ARAÇATUBA
“Quem bebe água do Baguaçu sempre volta”. A frase, repetida por muitos araçatubenses, expressa a importância do ribeirão para o município. Desde meados da década de 1930, Araçatuba já bebe água do Baguaçu, que passados quase 90 anos, ainda é responsável por 50% do abastecimento da cidade. A ligação da cidade com o ribeirão foi materializada por meio da Lei 5939, de 11 de maio de 2001, que instituiu o dia 22 de abril como o “Dia do Ribeirão Baguaçu”. O projeto foi apresentado pelo então vereador Ademar Ferreira Pessoa, o Dema. Foi aprovado pela Câmara e sancionado pelo prefeito Jorge Maluly Netto.
“Nas comemorações ao dia instituído por esta lei, serão realizados trabalhos voltados, especialmente, para a proteção da flora e da fauna do Ribeirão Baguçu”, cita o artigo 2º da lei. Isso mostra que há mais de duas décadas, o vereador Ademar Ferreira Pessoa já demonstrava preocupação com a preservação do manancial. Naquele ano, o Brasil viveu um problema hídrico sério, que chegou a comprometer a geração de energia e o país esteve à beira de um apagão.
Sucessivos prefeitos e posteriormente a concessionária, demonstraram preocupação com a preservação do ribeirão e vários estudos são feitos, além de trabalhos efetivos, como limpeza do leito, reflorestamento das margens e até mesmo identificação de pontos irregulares de captação de água. Araçatuba precisa preservar a sua principal fonte de abastecimento de água.
O RIBEIRÃO
O Ribeirão Baguaçu nasce em uma pequena mina de rocha na divisa de Araçatuba com os municípios de Braúna e Coroados e deságua no Rio Tietê. Passa pelas cidades de Braúna, Bilac e Birigui antes de chegar a Araçatuba, onde é responsável pelo abastecimento de 50% da população. O Baguaçu percorre 55 quilômetros entre a nascente e a foz e recebe água de mais de 200 pequenas nascentes.
A captação da água é feita em uma região onde o ribeirão faz uma grande curva, dentro do espaço onde fica a sede da GS Inima SAMAR. De lá, a água bruta é bombeada para duas Estações de Tratamento de Água (ETA 1 e ETA 2), onde recebe tratamento e é distribuída para os reservatórios situados nos bairros da cidade. (Com informações GS Inima Samar)
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