Antônio Crispim – Araçatuba
Em abril de 2017, quando comemorava 100 dias de governo, o prefeito Dilador Borges Damasceno disse que o prolongamento da Avenida Joaquim Pompeu de Toledo deixaria de ser bandeira de campanha eleitoral, deixando claro que executaria a obra. A mesma afirmação foi feita no dia 26 de abril de 2019, quando o prefeito deu início às obras, com direito a posar para fotos sobre uma máquina. A obra foi contratada por menos de R$ 12 milhões e prazo de conclusão de 18 meses. Se a ideia era entregar em plena campanha eleitoral da reeleição em 2020, não deu certo. Passados quatro anos e valores contratuais que superam R$ 22 milhões, a avenida ainda não foi entregue e não tem prazo para que isso aconteça. Na semana em que completou quatro anos de trabalho, novos problemas surgiram.
O projeto inicial previa três etapas: construção de galeria de reforço entre a rotatória da Saudade e as ruas Sarjob Mendes/Tupinambás; construção do canal do Córrego Machadinho e terraplenagem do prolongamento da Avenida Joaquim Pompeu de Toledo da Sarjob Mendes/Tupinambás até a Rua Anhanguera e, finalmente, pavimentação do mesmo trecho, com obras complementares. Porém, os primeiros problemas surgiram com a primeira empresa contratada para a galeria e canalização do córrego. Prazos não foram cumpridos e o contrato foi rescindido. O mesmo aconteceu com a empresa coentrada para a pavimentação. Novas licitações foram feitas e os valores subiram de quase R$ 12 milhões para mais de R$ 22 milhões.
A previsão era de que a obra seria entregue em janeiro, pois faltavam apenas as proteções metálicas. Porém, na última semana de dezembro, começaram a surgir problemas, com buracos e depressões em diferentes pontos da avenida, que está com vários remendos, mesmo antes da inauguração. Quatro meses depois e muitas informações desencontradas, os problemas ainda não foram resolvidos de forma satisfatória. Nessa semana, quando completava quatro anos do início dos trabalhos, a Agência Reguladora Daea postou imagem de mais um problema, em ponto distante do inicial. Dessa vez, aparentemente rede de esgoto rompida.
Na quarta-feira, 26 de abril, exatamente quatro anos depois do início dos trabalhos, um leitor esteve no local e registrou o estado da avenida. Há partes cobertas e outras ainda com buracos. Trabalhos estão sendo realizados. Mas não há informação de custos e quem está bancando esses reparos.


