DIEGO FERNANDES – MIRANDÓPOLIS
O advogado Everton Sodário, de 26 anos, se tornou o mais jovem da região a assumir o cargo máximo de um Executivo Municipal na última sexta-feira, dia 25. Com 59,24% dos votos válidos na eleição do último dia 1º de setembro, o jovem do PSL derrotou David Boaventura, do PSC, e só pode assumir o cargo após decisão favorável da Justiça Eleitoral sobre a candidatura de seu vice, Ademiro dos Santos, o Mirão do Sisem.
Sodário perdeu seu pai assassinado quando tinha apenas 9 anos, se tornou servidor público estadual com apenas 17 anos e se formou no curso de direito em 2015 e, antes de se candidatar ao cargo máximo do executivo municipal para as eleições suplementares, ocupava o cargo de secretário parlamentar do deputado federal Coronel Tadeu, também do PSL, na Câmara Federal.
Ocupando atualmente também o cargo de presidente municipal do PSL, partido do presidente da república Jair Bolsonaro, Sodário, que é solteiro, superou Thauana Duarte, Prefeita de Nova Independência, como o mandatário mais jovem da região, além de ser o primeiro prefeito eleito pelo PSL em todo o Estado após a eleição de Jair Bolsonaro no ano passado.
Everton disputou este ano sua segunda eleição em sua curta trajetória política. Em 2018, ele havia tentado uma vaga na Assembleia Legislativa. Na oportunidade, recebeu 12.609 votos e acabou não conseguindo se eleger.
O prefeito de Mirandópolis se define como um sonhador e tem metas para o município, mesmo tendo apenas 14 meses de mandato, que começa efetivamente no dia de hoje. “Sonho em ver esta cidade em um cenário diferente, abri mão do meu emprego, da advocacia, do meu bom cargo em Brasília, para poder fazer alguma coisa pela cidade onde eu não nasci, mas moro desde os 4 meses de idade aqui. Já são quase 26 anos morando em Mirandópolis, é a cidade que eu mais amo na vida”, afirmou.
Nascido em Tapira, no interior do Paraná, Everton Sodário lista os problemas da Mirandópolis e define Saúde, Emprego e Asfalto como prioridades em seu possível governo. Ele também aposta na sua proximidade partidária com o presidente Jair Bolsonaro para conseguir recursos para a cidade. “Mirandópolis está deficitária fiscalmente, com contas públicas desequilibradas, dependente de recursos externos. A cidade precisa de uma mudança no seu viés diretivo, na forma de se administrar. Precisamos diminuir cargos comissionados e priorizar o atendimento de bairros e as demandas da população. Não dá pra ter trocas políticas, trocas partidárias. A gente tem que priorizar as três grandes demandas: emprego, saúde e asfalto. Vamos colocar em prática um bom projeto para a saúde, buscar recursos para asfaltar ruas e finalmente ter alguém da prefeitura que tenha acesso a Brasília buscar dinheiro para fazer a coisa andar aqui”, completou.
Novo prefeito acha que crise não vai interferir em seu governo
Everton Sodário comentou sobre a crise que assola o PSL nas últimas semanas, com a disputa de poder na Câmara dos Deputados. O prefeito de Mirandópolis afirmou que tem mantido contato com importantes nomes da legenda e acredita que a briga política não vai interferir em seu governo. “Eu não acho que isso interfira, é uma briga entre deputado, senador, presidente, é um desentendimento ali entre eles. Eu tenho mantido contato com Eduardo Bolsonaro, com o Coronel Tadeu, com o Major Olímpio, com a Carla Zambelli, até com a própria Joice, não briguei com ninguém, então acho que isso não vai interferir em nada”, disse.
Sodário se diz fiel ao presidente Jair Bolsonaro, a ponto até de deixar a sigla, caso o Chefe do Executivo Nacional opte por esta decisão. “Eu trocaria, acompanho o presidente Bolsonaro onde ele for. Eu tenho, claro, uma gratidão muito grande pelo PSL, o PSL me ajudou muito na campanha pra ser eleito prefeito, me destinou fundo partidário, porém, antes de ser PSL, eu sou Bolsonaro, então eu acompanho o presidente onde ele for”, afirmou o novo prefeito de Mirandópolis, que disse ainda que o comando de seu partido deve refletir já que, segundo ele, a eleição de 54 deputados, que fizeram da legenda a segunda maior da Câmara Federal, se deveu muito à figura do atual Presidente da República.

