FILHOTES - Boa parte dos animais abandonados em Araçatuba são filhotes

Abandonos de animais registram aumento de quase 20% em Araçatuba

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Já virou rotina. Com muita frequência, colaboradores da ONG Clube Amigos dos Animais se deparam com novos moradores no local. Pessoas que não estão mais interessadas em criar os animais de estimação ou que não sabem o que fazer com os filhotes, abandonam os pets na porta ou próximos à ONG.

Na última terça-feira (2), por exemplo, três filhotes de cachorro foram abandonados em frente ao local. Prontamente, voluntários forneceram a alimentação e acolheram os animais. Eles, porém, afirmam que são apenas o meio para a adoção dos animais e não uma casa definitiva, além de haver um limite para cuidados no local.

Atualmente, são quase 200 animais que vivem no abrigo, sendo que a maior parte são gatos, cerca de 140, o restante são cães. O número de resgates têm aumentado desde o início da pandemia.

Os resgates também são feitos no Centro de Controle de Zoonoses de Araçatuba, que abrigou 430 cães e gatos abandonados nos dez primeiros meses de 2021, são 66 pets a mais do que os que chegaram ao local no ano passado neste mesmo período, quando foram resgatados 364. Um aumento de 18% entre os dois períodos.

Muitos destes animais resgatados estavam soltos nas ruas, mal cuidados e, muitas vezes, doentes, o que acaba trazendo risco para a vida deles e até dos seres humanos.

“A maioria dos animais chegam com muita fome, tem algumas doenças associadas como pulgas, carrapatos, verminoses, e outras doenças como a leishmaniose em cães. O abandono gera um problema de saúde para os animais porque eles ficam vulneráveis nas ruas”, explica a veterinária Daniela Denadai, que atua no CCZ.

Dicas

De acordo com voluntários da ONG Clube Amigos dos Animais, muitos dos animais abandonados no local, em Araçatuba, como o caso ocorrido na última terça-feira, são de filhotes, porém, animais mais velhos também são descartados. Em alguns casos, as pessoas procuram a ONG por não terem mais condições de criar.

Os pets ficam disponíveis para adoção no local, porém, é necessário preencher uma série de requisitos para se candidatar a cuidar dos animais. O primeiro deles é ter paciência na adaptação dos pets, já que segundo os voluntários, alguns animais demoram dias ou até mesmo meses para se adaptarem à nova casa.

Para fazer a adoção também é necessário ter mais de 18 anos e estar certificado de que todos na casa querem a presença do pet por ali. É preciso também ter condições financeiras para fornecer a vacinação necessária e para eventuais consultas que o animal precisar fazer.

Também é necessário ter pelo menos um portão e, se possível, uma tela, para impedir que o animal saia na rua. Caso não esteja castrado ele pode procriar ou se machucar ao andar pela rua sem nenhum tipo de proteção.

Uma outra dica – e, talvez, a mais importante – dada por voluntários da ONG é fazer a castração do animal, principalmente quando é filhote. Segundo eles, isso evita que o pet procrie, muitas vezes o grande motivo de boa parte dos abandonos registrados na cidade.

A mesma dica também é compartilhada pela veterinária Daniela Denadai, que reforça a necessidade da castração.

“Se a pessoa cuidar do seu animal, fornecer todos os cuidados de bem estar, água, alimento, cuidados veterinários, e principalmente realizar a castração, o animal não vai proliferar outros filhotes, então haverá uma menor quantidade de animais abandonados nas ruas”, afirmou.

 

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