PEDRO CÉSAR ALVES
Para se conviver bem (com o próprio eu) e com a sociedade, temos que desenvolver habilidades – tanto pessoal como profissional. Ou seja, quando sabemos nos relacionar de forma harmoniosa somos mais propensos a construir relacionamentos positivos, alcançando os nossos objetivos, tendo uma vida plena.
Faz-se necessário compreender a diferença entre ‘ser eu’ e nos colocarmos ‘no lugar do outro’. E por que faz diferença? Quando falamos de nós, de sermos, estamos concentrando em nossos próprios pensamentos, sentimentos, experiências, já em ‘nos colocarmos no lugar do outro’ estamos fazendo o mesmo, mas de outra pessoa. Logo, nota-se a importância de mantermos a nossa identidade (individualidade / ser eu) e de nos colocarmos no lugar do outro formando / construindo relacionamentos saudáveis, de valor, respeitosos.
E para termos o respeito, e sabermos respeitar, temos que lidar com as diferenças. Temos que saber respeitar as pessoas, as regras, os direitos, as diferenças; temos que ser gentis, temos que saber ouvir, saber conversar, aceitar os nossos erros (e dos outros, pois todos somos falhos), sermos cooperativos, flexíveis, pensamentos positivos sempre (fora o negativismo!) – sermos nós mesmos.
Não adianta apenas pensarmos em cada ponto citado, faz-se necessário ousar – colocar em prática (principalmente se ainda não faz). O respeito aos pilares da convivência faz-nos crescer, ser visto com bons olhos. A cordialidade, a educação – independentemente de nossa idade / ou da idade do outro, de gênero, raça, religião, orientação sexual ou qualquer outra diferença, é necessário para o bem de todos (o meu direito vai até o limite do direito do outro).
Usar de gentileza é uma forma simples e eficaz de tornar o mundo um lugar melhor. Ser gentil com as pessoas que convivemos no dia a dia, mesmo que sejam desconhecidas. Deixar transparecer um sorriso, um elogio ou uma palavra de apoio faz toda a diferença. Quando sabemos ouvir – escuta ativa – estamos colocando em prática uma habilidade essencial para uma boa comunicação, por isso se faz necessário no momento da comunicação, do ouvi o outro, estar atento ao que o outro diz, sem fazer interrupção (perguntas apenas no final, quando preciso, para maiores esclarecimentos)
Algo que gosto, e é recomendável, é o ato de conversar com o outro. Sabemos que a conversa é uma forma de conhecer as pessoas, de construir relacionamentos (logo, ser um bom ouvinte e participar da conversa de forma ativa é muito significativo – pois é o momento exato de compartilhar experiências, ideias e, logicamente, de ouvir o que o outro tem a dizer).
Quando somos mais jovens, ‘não aceitamos os erros’, mas – afinal, todos cometemos erros. E, se cometemos erros, por que não os assumir? Assumir é um ato de responsabilidade – pedir desculpas, perdão, é um ato de maturidade, de respeito próprio e com o outro (a parte envolvida). A vida é uma estrada que não sabemos quando chegaremos ao ‘porto final’, por isso devemos estar sempre em paz, preparados para o próximo passo. (Refletia sobre este fato.)
Outro ponto importante é que dificilmente se trabalha sozinho. Em equipe se vai mais longe, alcança mais rápido o sucesso – porque tem-se a ideia de que o trabalho tem um único objetivo (que pode ser comum a todos os envolvidos). E, quando se trabalha em equipe, faz-se necessário ser flexível (o mundo está em constante mudanças, logo precisamos estar dispostos a sempre aprender). E, com toda certeza: sempre pensar de forma positiva – ser otimista atrai coisas boas.
Fechando estas ideias, ser ‘nós mesmos’ é o melhor que temos em arte de viver (não tente ser alguém que você não é). As pessoas – nós gostamos de pessoas autênticas. Façamos o melhor hoje e sempre! E viveremos ‘a arte de conviver’ bem!
Prof. Me. Pedro César Alves

