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Quatro são presos por fraudes na CNH

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DA REDAÇÃO – ILHA SOLTEIRA

Policiais civis de Ilha Solteira, Dracena e Panorama deflagraram na manhã desta quinta-feira (1º), a Operação “Dedo Podre”, que prendeu dois despachantes de Ilha Solteira, acusados de participação em um esquema de fraudes na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A operação, que também aconteceu em Dracena e também na cidade de Selvíria (MS), onde mais dois foram presos, mira um esquema que pode ter movimentado, à princípio, R$ 200 mil.
A operação ganhou o nome de “Dedo Podre”, já que a o esquema visava fraudar o sistema virtual do Detran. A investigação começou há cerca de um ano e meio, depois de constatar que pessoas residentes na microrregião de Dracena, estavam sendo beneficiadas com o “desaparecimento” de pontos em CNH, referente a multas obtidas. Em Ilha Solteira, policiais cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços residenciais dos bairros Jardim Aeroporto e Nova Ilha e em um despachante comercial. Além dos dois presos, foram apreendidos computadores, pendrives, documentos, CNHs cadastradas em Selvíria e até folhas de cheque.
O delegado Eliandro Renato dos Santos, responsável pela operação, explica que o esquema visava a adulteração da CNH, para sumir com a pontuação por infrações. “A carteira tem um limite de vinte pontos. A pessoa (que buscava se beneficiar pelo esquema) entregava a carteira para um rapaz de Dracena (também preso) e, através dos dois despachantes de Ilha Solteira, chegava até o escritório do Detran de Selvíria. A pessoa, que era residente em Dracena ou em outros locais, passava ater um endereço fictício em Selvíria, criando um novo cadastro. Ela passava a ter uma nova carteira”, explicou o delegado.
Os despachantes presos em Ilha Solteira faziam a ponte entre o esquema criado em Dracena e o escritório do Detran em Selvíria, onde uma pessoa também foi presa. “Esse rapaz, que foi preso em Dracena, é especialista nessa parte de recursos de trânsito. Ele descobriu uma brecha no sistema do Detran do Mato Grosso do Sul, mas como ele não tinha conexão com o pessoal de Selvíria, ele utilizou os dois daqui (os dois despachantes presos em Ilha Solteira)”, disse o delegado.
Em uma primeiro momento, pelo menos 107 pessoas, de várias cidades, podem ter sido beneficiadas pelo esquema. Mas a Polícia acredita que esse número pode ser maior. À princípio, fora os despachantes, nenhum motorista de Ilha Solteira aproveitou-se do esquema. Mas a Polícia não descarta que possa surgir alguém da cidade, no decorrer da investigação. “Nessa primeira fase não. Mas em uma outra fase pode surgir”, afirmou o delegado.
Os dois de Ilha Solteira foram levados para a Cadeia Pública de Dracena, onde permanecerão presos temporariamente por cinco dias, à disposição da Justiça, prazo que poderá ser prorrogado. (Ilha de Notícias)

 


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