REORGANIZAR - Andradina quer mudar o sistema e parar de mandar o lixo para outra cidade DIVULGAÇÃO

Prefeitura não renova contrato com Constroeste e outra empresa assume o serviço

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DA REDAÇÃO – ANDRADINA

Após estudos da situação atual do sistema de coleta e tratamento de lixo a Prefeitura de Andradina decidiu não renovar o contrato com a empresa Constroeste que presta o serviço atualmente e cujo contato venceu nessa sexta-feira (28).

A partir de hoje os serviços serão prestados temporariamente por 90 dias pela Conservita. Com a medida o Governo de Andradina pretende regularizar várias situações ligadas à coleta e tratamento de lixo no município, modernizar e ampliar iniciativas ecológicas e enfim fazer economia de gastos público.

Atualmente o contrato com a Constroeste custa aos cofres públicos aproximadamente R$ 600 mil. A Conservita foi contratada por um terço deste valor, com investimento público de pouco mais de R$ 200 mil.

Com a mudança de regime, a pesagem do lixo para fins de pagamento dos serviços da empresa passa a ser da Prefeitura. Até hoje, o lixo era pesado dentro dos caminhões pela própria Constroeste, que ainda recebia mais de R$ 9 mil para fazer o serviço, segundo a Prefeitura.

 

Exportando Lixo

Após várias notificações e pedidos de providências feitos pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) o aterro que estava sob os cuidados da Constroeste foi interditado em outubro de 2020. A interdição do aterro gera um gasto extra mensal de aproximadamente R$ 190 mil, pagos para a Empresa Kurica Ambiental para fazer o transbordo diário de 60 toneladas de lixo orgânico para Três Lagoas (MS), para que seja dado um destino correto.

“Vamos acabar com a ‘exportação’ de lixo para outro estado reativando o aterro de Andradina e ainda vamos corrigir várias situações que não vão ao encontro com a política do Governo de Andradina para o Meio Ambiente”, disse a Secretária de Agricultura, Meio Ambiente, Produção e Agricultura Familiar, Leila Rodrigues.

Fora esses dois gastos, o município ainda paga a empresa Monte Azul um valor de aproximadamente R$ 80 mil, para o transporte e destinação do lixo hospitalar gerado no município.

 

Modelo Ideal

Com o fim do contrato com a Constroeste, a Prefeitura pretende organizar o destino do lixo doméstico, reorganizando o aterro e ainda elevar a qualidade do tratamento dado aos resíduos.  Para tanto estudos ainda estão sendo realizados para a escolha do modelo ideal.

Caso o município venha a assumir a coleta, várias iniciativas podem ser implementadas, seguindo o princípio norteado pelo prefeito de Andradina, Mário Celso Lopes, para uma cidade mais moderna e tecnológica. Entre os planos está a adoção de uma frota de caminhões elétricos.

Também há pretensão de ampliação da coleta seletiva, não só para recicláveis no já implementado coleta do “saco vermelho”, mas também a adoção de seleção de matéria orgânica, no usual “saco verde” com fins a produção de adubo orgânico.

 

Recicláveis

A usina de triagem do aterro também passará a ser gerida pela cooperativa de catadores de reciclagens que hoje recebe toda a coleta recicláveis da “sacola vermelha” em Andradina. A Cooperandra tem 45 pessoas e recicla 110 toneladas mensais.

Atualmente, a Constroeste recebe, segundo a administração local, o valor R$ 122 mil para operar a usina e ainda tem direito ao lucro sobre a venda destes materiais. Esses materiais, de 90 a 100 toneladas mensais, são descartados junto com o lixo orgânico por pessoas que não aderiram ao movimento de coleta de recicláveis na sacola vermelha, que acontecem em dias distintos.

 


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