MÓVEL - Banco de perucas móvel esteve na Santa Casa de Araçatuba nesta quarta (18)

ONG faz doação de perucas a pacientes oncológicos na Santa Casa de Araçatuba

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Pacientes do setor do Centro de Tratamento Oncológico e da Central de Radioterapia da Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba receberam a visita do banco de perucas móvel da ONG Cabelegria, que esteve no local durante boa parte da manhã e o começo da tarde com o objetivo de entregar perucas para pacientes em tratamento oncológico no local.

 

O projeto, que começou em outubro de 2016, esteve pela primeira vez em Araçatuba nesta quarta-feira (18), no período de 8h até 14h. O caminhão da ONG esteve no local expondo vários modelos de perucas nos manequins para que os pacientes pudessem escolher. 

 

Com uma prateleira dentro do caminhão, os modelos foram expostos. Havia espelhos na bancada e possibilidade de acesso para pessoas que possuem mobilidade reduzida. 

 

A ONG percorre com o seu banco de perucas, hospitais de referência em todo o país fazendo as doações. A próxima visita, por exemplo, será nesta sexta-feira (20) na Santa Casa de Marília. Na última segunda-feira (17), a equipe esteve no Hospital de Base de São José do Rio Preto. 

 

Ao todo, o banco de perucas já doou 10 mil exemplares distintos para pacientes em todo o país. Já foram atendidas cerca de 5.400 mulheres, além de 3.300 crianças. Todas perucas são feitas com cabelos humanos verdadeiros que são doados. Segundo a ONG, este é o primeiro banco de perucas móvel do mundo. 

 

Autoestima 

 

A paciente Cláudia Regina Citro, 47, moradora de Andradina, está em tratamento na Santa Casa de Araçatuba desde janeiro por conta de câncer no ovário e no peritônio. Ela conta que sentia muitas dores para urinar e procurou o ginecologista, que através de exames acabou descobrindo os tumores.

 

Por conta do tratamento quimioterápico, Cláudia perdeu seus cabelos e afirmou que desde o início queria ter uma peruca, porém, acabou não dando certo a primeira tentativa.

 

“Eu sempre quis ter uma peruca, até cheguei a comprar uma, só que veio errado e eu devolvi. Usei o lenço. Até estava desmotivada pelo tanto que era a dor”, afirmou Cláudia.

 

A paciente está no seu segundo tratamento quimioterápico e contou emocionada que passou a sentir muitas dores nas últimas semanas por conta da evolução do tumor no peritônio. 

 

Tendo sido uma das beneficiadas pela ação da ONG, Cláudia afirmou que a peruca vai melhorar muito a sua autoestima e deve ajudá-la a ter mais forças para superar a doença.

 

“A peruca vai representar muito, eu nunca fui vaidosa, mas meu cabelo eu sempre cuidei e pra mim, perder meu cabelo não foi fácil. Sempre tive cabelo comprido e cabelo pra mulher é tudo. Tenho certeza que a minha autoestima vai mudar muito”, completou. 

 

Doações

 

É possível fazer doações através do site da ONG, o cabelegria.org. Os cabelos doados são transformados nas perucas que são doadas para mulheres e crianças em tratamento radioterápico e quimioterápico neste projeto da Cabelegria que percorre hospitais pelo Brasil. 

 

LUTA – Cláudia Regina, de Andradina, luta contra o câncer desde janeiro

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