Home Cidades Andradina Candidato apresenta recurso ao TSE e já traça estratégia, caso seja eleito no domingo

Candidato apresenta recurso ao TSE e já traça estratégia, caso seja eleito no domingo

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DA REDAÇÃO – MIRANDÓPOLIS

O candidato do PSL na eleição suplementar para a Prefeitura de Mirandópolis, Everton Sodário, apresenta, nesta quinta-feira, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), recurso contra decisão que impugnou sua participação no pleito marcado para domingo. Na apelação, o postulante vai tentar comprovar a legalidade da filiação ao partido do vice em sua chapa, Ademiro Olegário dos Santos, o Mirão do Sisem.
De acordo com reportagem publicada por O LIBERAL REGIONAL na edição de ontem, decisão do TRE-SP (Tribunal Eleitoral do Estado de São Paulo) manteve o inderimento da candidatura do vice, considerando o caso dele como de “dupla filiação” partidária. Isso, no entendimento dos desembargadores de São Paulo, consequentemente, impede que toda a chapa concorra na disputa eleitoral.
Sodário argumenta que mudanças recentes na legislação eleitoral desobrigaram a desfiliação formal em um partido para se filiar a outro. “Considera-se sempre a mais recente”, contesta. Um das teses da Justiça Eleitoral local e mantida pelo TRE-SP, para barrar a candidatura de Mirão, foi de que ele se encontrava regularmente filiado ao PP (Partido Progressista). E que, por outro lado, não havia comprovado sua filiação ao partido pelo qual pretende concorrer na eleição extra – no caso, o PSL (Partido Social Liberal).
O candidato a prefeito afirmou ainda que, atualmente, a filiação de um correligionário se dá por diferentes meios, como pela internet. Nessa quarta-feira, em entrevista ao LIBERAL, Sodário informou que anexou ao recurso declaração do delegado nacional do PSL, Enio Siqueira dos Santos, de 7 de agosto deste ano, reconhecendo Mirão nos quadros da legenda; comprovante on-line do registro de filiação do vice à sigla de 14 de dezembro de 2018; e lista de filiados atualizada em que o nome de seu companheiro de chapa aparece regular.
Apesar de o Ministério Público Eleitoral ter pedido o indeferimento da candidatura de Mirão, o que foi aceito pelo juiz de primeira instância e mantido por unanimidade pelos sete desembargadores do TRE-SP, Sodário está confiante de que irá reverter essa situação. “Tenho total crença que reverteremos essa situação”, afirmou.
Assim como já havia declarado anteriormente, Sodário voltou a dizer que o atual impasse foi resultado de erro do próprio partido. “Havia duas ‘janelas’ para o PSL encaminhar sua lista de filiados à Justiça Eleitoral: em abril e outubro. Em abril, o PSL não a encaminhou. Mandou depois”, afirmou.
PÓS-ELEIÇÃO
Ontem, em nota encaminhada ao LIBERAL, o TRE-SP esclareceu que, enquanto ainda há possibilidades de recurso, os nomes de Sodário e Mirão aparecerão normalmente nas urnas. Os votos recebidos por eles ficarão registrados, mas não computados. Caso vença a eleição, Sodário só poderá assumir o mandato se reverter a impugnação de sua candidatura no TSE. Como são remotas as chances de esse julgamento acontecer antes de domingo, se Sodário ganhar, o presidente da Câmara, Carlos Ortega (MDB), continuará interinamente, à frente do Executivo. Se assim acontecer, o emedebista deixará a administração municipal se sair alguma decisão favorável ao candidato do PSL ainda em 2019 ou no final deste ano, quando termina seu mandato de presidente do Legislativo.
Se nesse ínterim, não houver qualquer definição em relação aos postulantes do PSL, em janeiro do próximo ano, assume a Prefeitura o futuro presidente da Câmara, Wellington de Oliveira Brito (PV).
Sodário, por sua vez, já tem uma estratégia definida, caso seja o vencedor do pleito. Ele afirmou que entrará com liminar a fim de assumir a Prefeitura em 4 de outubro, data prevista para a posse, deixando o julgamento do recurso no mérito. “Até outubro, certamente, o nome do Mirão aparecerá em qualquer relação atualizada do PSL”, afirmou. “Somos candidatos normalmente”, enfatizou Sodário, que tem como adversário apenas Davia Boaventura (PSC).
O CASO
A nova eleição eleição no município só vai acontecer porque o TSE cassou o vice-prefeito José Antônio Rodrigues (SD). Para o órgão, ele não poderia ter disputado a eleição de 2016 por ter contas rejeitadas quando governou a cidade. A decisão atingiu também a então prefeita Regina Mustafa (PV). Assim, em maio deste ano, ambos deixaram os cargos que ocupavam e, desde então, a cidade é governada, interinamente, por Ortega.

 


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