DA REDAÇÃO – PEREIRA BARRETO
Fim da polêmica. A Câmara de Pereira Barreto aprovou projeto de lei revogando a Lei 4.872, de 17 de março de 2022, que denominava “Praça de Lazer Max Alberto Martins da Silva (Dindoca)”, a praça do Jardim Oitis. O homenageado matou a esposa com um tiro na cabeça no dia 3 de novembro de 2018, em Andradina, e atirou na própria cabeça, morrendo dias depois. A homenagem, proposta pelo vereador Fábio José França, aprovada por unanimidade e sancionada pelo prefeito João de Altayr Domingues, teve repercussão negativa e revoltou parcela da população de Pereira Barreto e o Ministério Público ajuizou ação com pedido de liminar para barrar a homenagem. A liminar foi concedida.
“A pedido do promotor de Justiça Bruno Rodriguez Caldas, o município de Pereira Barreto está impedido, por força de liminar, de batizar um espaço público em homenagem a um homem que teria praticado feminicídio. A decisão, de 24 de março, obriga a administração municipal a suspender o uso do nome “Praça de Lazer Max Alberto Martins da Silva (Dindoca)”. Com isso, a Justiça determinou que placa relacionada ao espaço não deve ser confeccionada. Caso já esteja pronta e instalada, a placa deve ser removida imediatamente, sob pena de multa de R$ 100 mil”, informou a assessoria do MP.
De acordo com Caldas, uma lei do próprio município estabelece que espaços públicos só podem receber o nome de quem comprovadamente tiver prestado relevantes serviços à sociedade local.
No entanto, na sessão de segunda-feira, a Câmara revogou a homenagem.
O CRIME
O crime ocorreu na casa da família, em Andradina, na noite do dia 3 de novembro de 2018. Max deu um tiro na cabeça da mulher, Daniela Batista Martins Silva, com um revólver calibre 32 e em seguida atirou contra a própria cabeça. Os dois foram socorridos. Daniela morreu na Santa Casa de Andradina poucas horas depois. Max ainda foi transferido para a Santa Casa de Araçatuba, mas também não resistiu e morreu dias depois.



