Os alunos do segundo semestre do Curso Técnico de Química da Fundação Educacional de Andradina (FEA) visitaram dia (16) a estação de tratamento de esgoto do Pereira Jordão. A visitar foi com o professor, o engenheiro agrônomo Cláudio Gotardo Filho e o assistente técnico operacional da Águas Andradina, o engenheiro civil João Ricardo Espindola. Eles puderam conferir o ritmo acelerado que se encontra as obras para que a ETE do Pereira Jordão volte a funcionar. “Os alunos adoraram, e ver na prática o que se é estudo é muito bom”, disse Gotardo que ministra a matéria de resíduos na fundação.
A Estação recebe o esgoto de todos os bairros abaixo da linha do trem, com exceção do Jardim Europa. Neste mês a empresa irá concluir a obra que estava prevista para o fim do ano. “Conseguimos antecipar e assim evitar os meses de chuva”, comentou o engenheiro sanitarista da empresa, Gustavo Carneiro.
Esta é a maior obra em andamento que a Águas Andradina está realizando neste ano. Com esta obra a ETE do Pereira Jordão estará dentro das exigências ambientais e preparada para atender a demanda atual e o crescimento populacional. “A ETE está passando por uma reformação, ela ficou desativada por anos”, comentou Gustavo. Assim que a Águas Andradina assumiu fez umas melhorias para que pudesse funcionar. Depois a empresa cuidou de fazer com que o esgoto chegasse até ela, instalando treliças para que a tubulação transpassasse o rio Córrego e chegasse até a Estação.
Agora, que toda a tubulação para a captação de esgoto está completa, foi a vez de fazer a ETE voltar a tratar com eficiência o esgoto. Para isso, estão sendo feitas as tubulações interiores (concreto, pvc e pead) e a impermeabilização das lagoas anaeróbia (duas lagoas que recebem o esgoto depois de filtrado na caixa de areia para iniciar o processo biológico). “É uma obra extremamente importante que resultará em melhoria não só na eficiência da estação, mas em qualidade de vida à população e ao meio ambiente”, garantiu o engenheiro sanitarista. “No local estão sendo investidos cerca de R$ 5 milhões em uma moderna estrutura conhecida como sistema australiano, que conta com quatro lagoas, divididas em Lagoa Anaeróbial, Lagoa Facultativa (aeróbia) e Lagoa de Polimento”, disse o gerente operacional da empresa, Eduardo Gaiotto.
As lagoas estão recebendo o sistema de mantas de impermeabilização e novo sistema terá praticamente duplicada a capacidade operacional da estação que passará a ter 82 mil metros quadrados de lagoas. “São investimentos para garantir um desenvolvimento sustentável para as próximas décadas”, comenta o secretário de Obras do município, Ernaldo Calvoso.
O engenheiro sanitarista da Águas Andradina aproveitou para falar da importância de ligar a tubulação à rede coletora de esgoto para que todo o esgoto seja tratado. “Hoje, todo o esgoto coletado é tratado no município”, finalizou ele.



