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Mais dois investigados são presos pela Polícia Federal após operação contra corrupção

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A Polícia Federal prendeu na manhã de quarta-feira (14) mais dois investigados que tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça Federal de Araçatuba no âmbito da operação “#TUDONOSSO”, deflagrada um dia antes na cidade e em outros quatro municípios do estado. O atual presidente do IVVH (Instituto de Valorização à Vida Humana), Paulo Sérgio Moreira, foi detido em Bauru. Já o diretor financeiro da OS, João Vitor Custódio, se apresentou na sede da PF de Araçatuba.

 

Com mais essas duas prisões, os 15 mandados de prisão temporária foram todos cumpridos. Os outros 13 presos que foram detidos na terça passaram por audiência de custódia. O prazo válido é de cinco dias, podendo haver a prorrogação por mais cinco.

 

O líder do grupo, José Avelino Pereira, o ‘Chinelo, 64, e o filho Igor Tiago Pereira, foram presos em um condomínio de luxo em Itatiba. Eles estão presos em cadeias da região de Campinas e não serão transferidos para Araçatuba, pois já foram ouvidos pela PF no mesmo dia. Também foram detidos os ex-servidores municipais Thiago Mendes, Alexandre Cândido Alves, Silvia Teixeira e José Cláudio Ferreira. Todos tinham cargos de confiança na administração municipal e foram demitidos pelo prefeito Dilador Borges (PSDB). Ele também aceitou o pedido de demissão da secretária de Assistência Social, Maria Cristina Domingues. Até agora, a Prefeitura não informou quem irá ocupar os cargos deixados vagos.

 

De acordo com informações da Polícia Federal, o esquema envolve contratos no valor de R$ 15 milhões envolvendo as empresas Bolívia, que prestava serviços de limpeza às escolas municipais, e o IVVH, este atualmente presta o serviço de assistência social na cidade.

Durante as apurações, a PF apurou indícios Chinelo seria o mentor de um esquema de desvio de recursos públicos mediante a utilização de várias empresas registradas em nome de “laranjas” e familiares, com o objetivo de fraudar licitações e celebrar contratos de prestação de serviços com o município de Araçatuba.

“Há indícios de que algun​​s serviços foram superfaturados e alguns serviços não foram prestados. Os contratos somam cerca de R$ 15 milhões e o grupo investigado recebia uma mensalidade de R$ 120 mil pelos contratos superfaturados. Ele (Chinelo) não aparece como proprietário das empresas, mas os donos têm vínculos muito próximos, muitas vezes familiares.”, informou Daniela Ferreira Mauro Braga, delegada responsável pelas investigações em entrevista coletiva.

POLÊMICA

Algumas horas após a deflagração da operação, um vídeo começou a circular nas redes sociais e mostrava funcionários da Prefeitura carregando a carroceria de uma caminhonete com documentos. Diante de toda a polêmica envolvida, a administração decidiu divulgar, hoje, as imagens das câmeras de monitoramento do prédio, que mostram a movimentação.

Segundo o Executivo, o procedimento foi realizado pelo servidor público Ademir Vanderlei da Silva e é lícito e corriqueiro. “O vídeo dura cerca de 20 minutos e está sem cortes para que a população e a imprensa possam verificar a transparência na execução do serviço. Ao todo, foram transferidas 128 caixas contendo 1.492 processos jurídicos transitados em julgado, quando já não cabem mais recursos”, informou a Prefeitura por meio de uma nota.

A nota ressaltou, ainda, que ao contrário de afirmações enganosas, a transferência dos arquivos do Paço para o galpão na rua Rangel Pestana se deu pela porta da frente do prédio, como sempre é feito.

LISTAGEM

Por conta dos fatos, o chefe de gabinete Deocleciano Borella e o secretário de Assuntos Jurídicos Fábio Leite, estiveram hoje de manhã na sede da Polícia Federal para mostrar uma listagem com os documentos transferidos e comprovar, segundo a Prefeitura, a licitude de todo o procedimento.


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