Você, prezado leitor, sabe o que é procrastinar, procrastinação?
Procrastinação, segundo os dicionários, e online, é a protelação do ato. Acontece, por exemplo, quando você deixa um assunto para resolver depois. De certa forma, é um comportamento normal, no sentido de priorizar atividades, mas em outros casos, principalmente quando isso se torna corriqueiro, chega a ser prejudicial. E, a partir deste conhecimento, você conhece alguém assim, ou você é assim?
E, para responder a esta pergunta – se você faz procrastinação, responda: quanto você conhece de você mesmo? Ou, apenas conhece o seu nome, a sua origem (família), entre outras coisas – mas, você se conhece intimamente? E o que é o seu íntimo?
O íntimo do ser humano é o que passa dentro dele – no mais profundo do ser. Segundo alguns dicionários, e online: relativo a ou que compõe a essência de algo; que se origina ou existe no âmago de uma pessoa; relativo a ou que tem lugar nos recantos da mente ou da alma; a quem se é estreitamente unido por afeição e confiança. Assim, é o mais essencial dentro de nosso ser, lá no fundo de nossa alma está coisas inimagináveis – que, às vezes, nem nós mesmos sabíamos que poderíamos em determinado momento pensar assim.
Entendendo melhor – pelo menos penso eu – é o que realmente penso sobre quem sou em determinando momento de minha vida; o ‘eu sou’ real. E, às vezes, quero fazer de minha vida, ou de partes de minha vida, de minhas ações, procrastinação. E quem nunca fez isso? Creio eu que todo ser vivente pensante, não é mesmo?
Quando começo a agir, a primeira pergunta deveria ser: sou feliz? Ou, ainda, o que é ser realmente feliz? Ou, o que me faz feliz? (Será que estou fazendo procrastinação sobre a minha felicidade?) E para obter tais respostas (sou feliz, ser realmente feliz, me faz feliz), tenho que ser fiel, firme, nos meus propósitos de vida. Tenho que ser em todo tempo, sendo em todo o tempo de minha vida, o que realmente quero. E pergunta-se: será que realmente faço o que quero a todo tempo, ou pelo menos em parte dele? (Sabemos que não, somos limitados por muitas coisas, inclusive pela Legislação.)
A procrastinação passa pela organização pessoal (pela vida pessoal) e mostra a maneira que cada um age com a própria vida. Não é ser cem por cento, ou estar cem por cento perfeito, mas buscar o estar mais próximo de tais metas – estar o mais próximo dos cem por cento! E a partir de não fazer procrastinação com a própria vida que tudo passa a fluir…
Este buscar todo exige muitas responsabilidades, e tais responsabilidades faz-nos crescer (e crescer mesmo que não querendo crescer). Quando diminuímos o nosso ritmo de agitação diária, pensamos mais, refletimos mais sobre os nossos atos. E, ao refletirmos sobre os nossos atos, começamos a descobrir pontos que precisam maior ou menor atenção, ou quais pontos que precisam ser mexidos a curto, médio e longo prazo, porque somente assim alcançaremos êxitos em determinadas áreas de nossa vida. E surge a pergunta: o que eu, você – nós estamos fazendo para melhorar o nosso ser a ponto de alguém olhar-nos e vislumbrar em nós mudanças?
E, quando paramos, aprendemos a nos compreender melhor – a compreender o processo pelo qual precisamos passar – e, compreendendo, compreenderemos melhor o outro (relacionamentos menos conturbados). E relacionamentos mais positivos podemos dizer que são conquistas – são somas maravilhosas que estão a nosso favor. Sinal de evolução. Somando tudo isso, temos: a evolução de nossos dons, de nossos talentos – ou seja, o aperfeiçoamento do nosso ser (deixando de lado a procrastinação) – passando a dar ênfase no que realmente precisamos.
– Prof. Me. Pedro César Alves

