Continuarei escrevendo sobre o mau-olhado, pois realmente ele existe, até mesmo meus textos e atitudes são vítimas de mal-olhado. Escrevo constantemente sobre bondade, gratidão, cortesia e quando fui escrever sobre inveja, energias negativas e mau-olhado, um universo pareceu cair em cima de mim. Mais rápido que meu texto, foi o cuidado que alguns amigos (outros nem tão amigos assim) tiveram em me alertar sobre a maldade contida no mau-olhado que compunha minha escrita. Agradeço meus caros, mas foi com a intencionalidade de quem acredita que a palavra mau-olhado está inserida não apenas nos textos como na vida das pessoas. De certa forma, uma felicidade toma conta de mim ao saber até onde ou até por quem minhas palavras são apreciadas.
Desejo com todas as forças do coração que cada vez mais pessoas participem e leiam o que eu tenho para escrever, seja para passar o tempo, seja para se inspirar ou até mesmo para construir uma opinião sobre algo.
Quando expomos nossas ideias utilizando as letras, estamos dispostos a errar, a sermos corrigidos e a ter nossas ideias como referência. A exposição nos permite ter o retorno das pessoas com relação ao que pensamos e isso alimenta nossa vivência que consequentemente, alimenta nossa vontade de escrever.
É justamente essa curiosidade e questionamento diário que me faz escrever sobre coisas, pessoas, situações e momentos. Esta é a arte que tanto me fascina.
Quando escrevo esses textos, caro leitor, não é com o intuito de autopromoção, fomento de minha imagem ou qualquer indício de interesses pessoais. Minha escrita neste espaço é justamente para encorajar pessoas como eu a escrever e acreditar que é justamente a imortalidade e acessibilidade de nossa escrita que vai nos dar a voz e o poder de existir.
Fernanda Colli pedagoga, psicopedagoga, Arte Educadora, presidente do Conselho Municipal de Cultura e membro da Academia Araçatubense de Letras

