Home Plantão Policial Sob forte esquema de segurança, suspeito de incendiar concessionária é transferido

Sob forte esquema de segurança, suspeito de incendiar concessionária é transferido

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FOTO: REGIONAL PRESS

 

O ex-chefe de oficina da concessionária Hyundai de Araçatuba, principal suspeito de ter incendiado o estabelecimento no mês passado, foi transferido na manhã de sexta-feira (2) para o Centro de Detenção de Nova Independência. A transferência ocorreu sob forte esquema de segurança em frente à Central de Polícia Judiciária.

 

Luiz Fernando Sanches Casati, 32, passou a noite de quinta-feira na carceragem da Central de Flagrantes. Em depoimento à DIG (Delegacia de Investigações Gerais), ele negou a ação criminosa. Um caminhão da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) chegou até a delegacia por volta do meio dia. Policiais militares faziam a escolta do veículo.

 

Casati caminhou até o caminhão e ao ser questionado pela imprensa e confessou o crime, negou. Ele foi encaminhado direto para o CDP de Nova Independência, onde deverá aguardar, preso preventivamente, até o julgamento do caso.

 

PRISÃO

 

A detenção do ex-chefe de oficina da Hyundai de Araçatuba ocorreu no início da tarde de quinta-feira (1). De posse de um mandado de prisão, os policiais da DIG foram até a residência do investigado, no bairro Nova Iorque. Ele tomou conhecimento a respeito do mandado e não ofereceu resistência.

 

Após o Ministério Público oferecer a denúncia e o juiz decretar a prisão, a polícia divulgou os detalhes do inquérito. Várias câmeras de segurança flagraram a ação criminosa e foram essenciais para as investigações. As mais chocantes mostram o autor entrando na concessionária, espalhando as cartas com ameaças ao gerente e a um funcionário, derramando combustíveis e em seguida ateando fogo em tudo.

 

Para não poder chamar a atenção, Casati teria se vestido de mendigo, utilizando um cobertor. Ele também foi flagrado abastecendo galões com gasolina em um posto de combustíveis localizado no alto da Avenida Brasília. Os investigadores conseguiram chegar até essa informação por meio do cartão de crédito do suspeito.

 

Além disso, segundo a polícia, o rapaz teria confessado todo o crime a um amigo logo após o ato. No inquérito também há a informação de que o investigado foi extremamente cuidadoso para não deixar pistas, inclusive queimando as roupas utilizadas no dia da ação e desligando o GPS do celular nos locais que frequentou para executar o plano antes e depois do incêndio.

 

O advogado de defesa do réu disse por telefone à reportagem que ainda analisa os autos e não iria se pronunciar. A Caoa também informou que não iria se manifestar, já que Casati não mais fazia parte do quadro de funcionários da empresa, mas reiterou que confiava na Justiça.

 


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