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quinta-feira, maio 19, 2022

Promotor oferece denúncia contra policial que matou filho de coronel

O promotor de Justiça Adelmo Pinho ofereceu a denúncia contra Vinicius Oliveira Coradim Alcantara, 21 anos, pelo assassinato do estudante Diogo Belentani, 21 anos, no dia 15 de julho, em uma chácara, na Rua Baguaçu, em Araçatuba. De acordo com a denúncia do promotor, Vinícius alterou o local do crime para induzir a erro o juiz ou o período. O promotor pediu a conversão da prisão temporária em prisão preventiva.

Os dois jovens estavam na chácara consumindo bebida alcoólica. Depois, mais dois rapazes chegaram ao local. “Em determinado momento o indiciado Vinícius e a vítima Diogo passaram a conversar sobre mulheres, inclusive sobre a testemunha (G.S.A.), que na época ‘ficava’ com ambos. No Carnaval de 2017 o indiciado Vinícius e a vítima Diogo discutiram por causa de G. Na data dos fatos, às 19h51, G. via WhatsApp, ofendeu Diogo. Na data dos fatos, às 19h58, o indiciado Vinícius, via WhatsApp, chamou G. de “amor”. Assim, na data dos fatos, por volta de 20h30, logo após a conversa entre o indiciado Vinícius e a vítima Diogo sobre a testemunha G., o indiciado Vinícius repentinamente pegou a mencionada pistola semiautomática e, com a intenção de matar, de inopino atirou na vítima Diogo, atingindo-o no dedo indicador da mão direita (lesão de defesa) e na região torácica esquerda, causando-lhe a morte em virtude de hemorragia aguda interna (hemotórax e hemopericárdio)”. diz o promotor na denúncia.

Segundo o promotor, o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o indiciado se apoderou repentinamente da arma de

fogo e disparou contra Diogo, que foi apanhado desprevenido, sem chance efetiva de defender-se. Após o homicídio, segundo a denúncia, Vinícius solicitou às testemunhas que dissessem que a vítima tinha cometido suicídio. Uma testemunha deu tal versão, ao passo que a outra não aceitou. Uma testemunha, por medo, acionou o Corpo de Bombeiros via telefone 193, noticiando a morte da vítima mediante suicídio. Consta da denúncia que Vinícius chegou a colocar a arma na mão de Diogo para simular o suicídio.

No entanto, tal versão não prosperou. Por isso, o caso que havia sido registrado como homicídio culposo, transformou-se em doloso e foi pedida a prisão provisória de Vinícius.

“Há provas nos autos de que o indiciado também praticou os crimes de disparo de arma de fogo e fraude processual, e tentou com isso enganar a justiça”, diz o promotor no pedido da prisão preventiva.

ANTÔNIO CRISPIM -Araçatuba

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