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quarta-feira, agosto 10, 2022

Polícia Civil prende 14 pessoas durante operação contra o tráfico de drogas pelo WhatsApp

A Polícia Civil de Araçatuba desencadeou durante a sexta-feira (01) uma grande operação contra o comércio de drogas pelas redes sociais na região. Desde o início dos trabalhos, 14 pessoas foram presas, uma grande quantidade de droga foi apreendida e mais de oito mil reais em dinheiro foram tirados de circulação provenientes da criminalidade. Até um fuzil foi apreendido.

 

Batizada de ‘Feira Livre’, a operação envolveu a participação de 120 policiais civis de diversos municípios da região de Araçatuba. De acordo com o delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), esse nome se deve ao comércio desenfreado de drogas pelos aplicativos de mensagens de celular, principalmente o WhatsApp.

 

“As investigações começaram no ano passado quando uma equipe do GOE (Grupo de Operações Especiais) apreendeu um celular. Nas conversas obtidas, o setor de inteligência da Delegacia Seccional de Araçatuba descobriu um esquema de drogas, principalmente sintéticas, pelo WhatsApp”, informou durante entrevista à reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL.

 

A partir dessas informações, os investigadores descobriram a participação de 31 pessoas nessa rede ilegal de venda de drogas ilícitas, sendo 30 moradoras em Araçatuba e uma em Birigui. A Justiça de Araçatuba autorizou o cumprimento de mandados de buscas nas residências dos investigados.

 

No total, 14 pessoas foram presas, 13 homens e uma mulher. Segundo o que apurou a reportagem, todos os detidos são de Araçatuba. Eles foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação criminosa. A polícia apreendeu R$ 8.440,00 em dinheiro, diversos celulares e tablets, quatro armas de fogo, mais de três quilos de cocaína, 400 gramas de maconha, 40 comprimidos de ecstasy e diversos pontos de LSD, tipos de drogas sintéticas.

 

A venda desses entorpecentes era negociada pelas redes sociais e vendidos, principalmente, em festas rave e universitárias. “Os materiais que nós apreendemos hoje irão nos subsidiar para tentar encontrar outros suspeitos que participam desse tipo de crime aqui em nossa região, por isso, as investigações vão continuar”, complementou o delegado.

 

CONVERSAS

 

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL teve acesso exclusivo a uma dessas conversas reveladoras. Em uma transcrição de áudio feita pela Polícia Civil, um dos investigados enviou mensagem de voz a outra pessoa dizendo:

 

“Ou, o moleque falou lá que ele só tem umas vinte granadas (ecstasy), ‘tá’ ligado? Só que, ‘mano’, nem compensa ‘parça’. Ele falou que o mínimo que ele faz é 25 ‘pila’. Aí tá caro. Só se você for vender a R$ 50,00 cada uma”.

 

FORNECEDORES

 

Na operação de hoje, a polícia também conseguiu chegar até os fornecedores das drogas em Araçatuba. As prisões ocorreram em um apartamento de luxo. Um dos alvos não estava na residência que mora, mas as equipes tiveram conhecimento de que ele estaria prestes a embarcar em um ônibus para Balneário Camboriú, estado de Santa Catarina.

 

No local, foram encontrados com o suspeito, identificado pelas iniciais M.V., oito comprimidos de ecstasy, 46 selos de LSD, além de R$ 668,00 em dinheiro. No celular do investigado, os policiais constataram que a namorada do indiciado o ajudava a vender os entorpecentes.

 

O casal era acompanhado por duas amigas. Na casa de uma delas, a polícia encontrou um fuzil, uma espingarda de calibre 12 e uma pistola com diversas munições. Todos os envolvidos foram presos em flagrante.

 

OPERAÇÃO DREAM MARKET

 

Em 07 de dezembro de 2018, a Polícia Civil de Araçatuba desencadeou uma operação parecida com a de hoje, batizada de ‘Dream Market’, em português, ‘mercado dos sonhos’.

 

Na ocasião, seis pessoas foram presas. Além de drogas sintéticas, os policiais apreenderam com um dos principais suspeitos, um celular que possuía conversar com outros membros da quadrilha. No decorrer das apurações, por meio até mesmo de escutas telefônicas, a polícia descobriu que Diego Rodrigues Alves, 21 anos, era o responsável por adquirir esse tipo de entorpecente e distribuir para outras 20 pessoas, a fim de que elas fizessem a venda.

Ainda de acordo com a polícia, as drogas eram compradas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa por meio do mercado negro na internet, chegavam até um fornecedor que até agora não foi identificado em Joinville, Santa Catarina, que fazia o repasse para Diego na região de Araçatuba

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