A Polícia Civil e o Ministério Público de Penápolis apuram o caso de uma criança de seis anos, moradora em Penápolis, que teve uma agulha esquecida em uma das nádegas depois de passar por um procedimento no Pronto-Socorro Municipal. Ela testou positivo para a Covid-19 e foi medicada na unidade hospitalar.
A mãe da menina relatou à reportagem que chegou até ao pronto-socorro, já que a filha está com episódios de vômitos desde a última segunda-feira (17). Ela tentou atendimento na UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima da casa onde mora, mas não obteve sucesso, já que o local não estava com pediatra.
Após certa demora no atendimento no pronto-socorro, a médica responsável receitou medicação intravenosa, a qual foi ministrada por um enfermeiro. “Lá, ele (enfermeiro) tentou acalmá-la, eu a acalmando-a e a segurando, ele foi extremamente ágil, desceu uma parte do short, aplicou, removeu a seringa, colocou o algodão, subiu o short, tudo muito rápido. Aparentava muito eficiente”, disse a mãe da menina.
Acontece que no retorno para casa, a criança passou a reclamar de dores ao se sentar. A mãe tentou explicar que era por conta da medicação. Mas, chegando até a residência, a menina não parava de chorar. A mulher retirou o algodão e para surpresa encontrou a agulha no local da aplicação da medicação. “Minha reação, de imediato, foi retirar a seringa dela, a embalei e voltei ao pronto-socorro, onde meu esposo a entregou para assistente social que lá estava”, complementou.
POSICIONAMENTO
Por meio de uma nota, a Prefeitura de Penápolis informou que a direção da Santa Casa de Misericórdia comunicou o fato à autoridade de Polícia Judiciária e ao Ministério Público, responsável pela Proteção da Criança e do Adolescente, bem como instaurou um procedimento administrativo interno para apurar o caso.

