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    Home»Plantão Policial»Megaoperação da Polícia Civil prende 49 pessoas na região por furto de energia
    Plantão Policial

    Megaoperação da Polícia Civil prende 49 pessoas na região por furto de energia

    By marcio123rocha25 de julho de 2017Nenhum comentário4 Mins Read
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    Uma megaoperação feita pela Polícia Civil de Araçatuba, Birigui e outras cidades da região cumpriu mais de 220 mandados de busca e prendeu mais de 45 pessoas na região por furto de energia elétrica.

    O trabalho começou por volta de 5h30 de ontem (24) e se estendeu por toda a segunda-feira. Os dados completos da operação não foram informados até o fechamento desta edição, já que o trabalho se estendeu até à noite.

    Após as investigações que apontaram o furto de energia elétrica por parte de centenas de estabelecimentos comerciais e imóveis em Araçatuba, Birigui, Lins, Promissão, Andradina, Valparaíso e Penápolis, os policiais solicitaram a expedição de mandados de prisão e de busca à Justiça.

    A operação foi nomeada ‘Gato de Botas 2’, lembrando que uma operação com o mesmo nome e do mesmo gênero aconteceu em 2012 e também prendeu pessoas envolvidas no esquema de furto de energia.

    Desta vez, ao todo, 229 mandados de prisão e de busca foram cumpridos e 49 pessoas presas em flagrante até o fim da tarde de ontem.

    Além dos 49 presos, três eletricistas apontados como ‘cabeças’ do esquema foram presos temporariamente, dois em Birigui e um em Lins. Na casa do eletricista preso em Lins, a polícia apreendeu R$ 210 mil em dinheiro.

    “Os eletricistas que eram os ‘cabeças’ do esquema. Eles ofereciam o serviço e faziam os ‘gatos’ nos relógios que medem o consumo de energia de várias formas. Para isso, eles exigiam 15% do total economizado pelos clientes. Tinha oficina mecânica, com todo equipamento que exige para o trabalho, pagando R$ 80 por mês de energia”, explicou o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Araçatuba, Paulo Natal.

    Segundo ele, como a maioria dos clientes eram estabelecimentos comerciais, o lucro dos eletricistas que lideravam o esquema era alto.

    “A maioria dos clientes eram estabelecimentos comerciais com consumo alto de energia, por isso o negócio compensava para todos”, disse.

    De acordo com o delegado Marcelo Curi, que também participou da ação, as 49 pessoas presas em flagrante vão passar por audiência de custódia e o juiz vai analisar cada caso separadamente para decidir se os envolvidos permanecerão presos ou se poderão responder pelo crime em liberdade. A pena para o crime de furto qualificado é de três a oito anos de reclusão.

    Duas armas de fogo também foram encontradas e apreendidas durante a operação. “Muitos acreditavam que não ia dar em nada, que pagariam no máximo uma multa pela irregularidade, mas vão acabar respondendo pelos atos de forma mais série. E nós vamos continuar fazendo operações deste tipo na região”, avisou Marcelo Curi.

    PERÍCIA

    A CPFL Paulista, que atende a região, auxiliou na operação com o trabalho de identificação dos furtos nos relógios de energia.

    ” A maior parte das fraudes encontradas ocorreu por meio da manipulação do medidor de energia. As fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, e a pena pode ser de um a quatro anos de detenção. Além disso, também são cobrados os valores retroativos referentes ao período fraudado, acrescidos de multa”, disse a concessionária.

    Além de crime, as chamadas “perdas comerciais”, como denominadas os furtos e fraudes no jargão do setor elétrico, contribuem para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconhece uma parcela do prejuízo da distribuidora com o valor da energia furtada e dos custos para identificar e coibir as irregularidades.

    NOME DA OPERAÇÃO

    O nome da operação foi escolhido porque ‘gato’ é o termo usado para o desvio de redes de energia, água ou até de sinal de internet e TV.

    O uso do termo ‘botas’ foi escolhido porque os eletricistas usam botas para isolar e eletricidade enquanto estão trabalhando.

    KAIO ESTEVES  – Araçatuba

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