Justiça condena casal que assassinou e esquartejou advogado em Araçatuba

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A Justiça de Araçatuba condenou a mais de 50 anos de prisão o casal que assassinou e esquartejou o corpo do advogado Ronaldo César Capelari em janeiro deste ano na cidade. Os dois respondem pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver e denunciação caluniosa. As penas deverão ser cumpridas em regime fechado, sem o direito de recorrerem em liberdade.

O juiz de direito Roberto Soares Leite condenou Jonathan de Andrade Nascimento a 29 anos e oito meses de prisão. Já Laís Lorena Crepaldi a 23 anos e oito meses de reclusão pelos crimes de latrocínio e ocultação de cadáver, além de mais quatro anos e dois meses de prisão por denunciação caluniosa, já que chegou a envolver o nome de outras três pessoas no crime. Mais tarde ficou comprovado que elas não tinham nenhuma participação.

O advogado saiu da casa onde morava na noite do último dia 13 de janeiro e disse que iria para a aula de natação em uma academia. Horas se passaram, mas Ronaldo não tinha dado mais notícias, o que preocupou amigos e familiares dele.

Cerca de 12 horas depois, a caminhonete Chevrolet/S-10 foi localizada abandonada em uma estrada de terra na zona rural, entre Araçatuba e Birigui. Em um primeiro momento, as equipes da polícia localizaram marcas de sangue no interior do veículo.

Durante a noite do mesmo dia, o corpo do advogado foi localizado esquartejado, dentro de sacolas pretas, na residência de Laís, no bairro Água Branca, zona leste de Araçatuba. A partir de então, os investigadores tentaram encontrar a moradora da casa para prestar esclarecimentos.

No dia seguinte, a jovem se apresentou espontaneamente na delegacia. Em depoimento, ela disse que não estava no local no momento do crime, já que deixava o imóvel aberto. Essa versão não convenceu os policiais. Horas depois, a indiciada mudou a versão e confessou o crime. Ela contou que mantinha uma relação muito próxima com o advogado e o atraiu até a residência para roubá-lo com a ajuda de mais três rapazes. A situação teria saído do controle e eles decidiram assassinar a vítima. O trio chegou a ser preso.

Mas, Laís mentiu no depoimento e depois revelou que o trio não teria feito nada. Ela indicou o namorado, Jonathan, como aquele que anunciou o assalto, matou Ronaldo e esquartejou o corpo, já que não tinha forças para colocá-lo na carroceria da caminhonete. Com a mudança, os outros três rapazes foram liberados.

 


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