Justiça bloqueia R$ 75 milhões em bens de empresários investigados por pirâmide financeira

A Justiça de Santa Fé do Sul determinou o bloqueio de R$ 75 milhões de empresários ligados ao grupo investigado por crimes de pirâmide financeira no âmbito da Operação Ponzi, deflagrada pela Polícia Federal, Civil e Ministério Público na semana passada.

O valor bloqueado tem como objetivo suspender as atividades das empresas bem como o ressarcimento de vítimas do esquema. Consta no processo que as empresas do grupo fecharam as portas e não realizaram nenhum pagamento nas contas bloqueadas no curso do inquérito policial. Além disso, também não há ativos suficientes para indenizar nem 5% dos consumidores lesados.

De acordo com a promotoria, a empresa captava valores com a promessa de devolvê-los com juros de, pelo menos, 5% ao mês. A ação civil protocolada pelos promotores de justiça sustenta que o grupo prometia retorno, em cinco anos, de R$ 460 mil aos consumidores que investissem R$ 25 mil na empresa.

Além do bloqueio dos valores, o juiz também determinou o encerramento do cadastro como pessoa jurídica de todas as empresas investigadas no esquema.

OPERAÇÃO

Os trabalhos aconteceram no último dia 11 de novembro. De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, além do empresário, a polícia prendeu a ex-esposa dele, o diretor geral do grupo investigado e a diretora financeira. Além disso foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Estadual de Santa Fé do Sul nas cidades de Santa Fé do Sul, Santa Clara D’Oeste, Votuporanga, Bebedouro, Araçatuba, Casa Branca, Americana, Santana do Parnaíba e São Paulo.

Durante as investigações, a PF apurou que em apenas dois anos, o empresário preso abriu dezenas de empresas e filiais em várias cidades do interior paulista, tendo como fachada a oferta de serviços de créditos de bancos diversos, mas na verdade, toda a estrutura era voltada para convencer poupadores a entregarem suas economias em troca de altas taxas de juros remuneratórios que chegavam até 6% ao mês, que eram pagos com recursos de novos investidores, caracterizando um esquema de pirâmide financeira.

O empresário investigado como líder do esquema e o diretor geral do grupo foram presos na saída de uma casa de shows em São Paulo durante a manhã de quinta por policiais federais à paisana. Eles foram conduzidos até a sede da Polícia Federal de Jales para serem ouvidos pelo delegado responsável pelas investigações.

A PF também localizou uma mansão, chácaras e um terreno às margens do Rio Paraná, além de vários carros de luxo e uma aeronave que foram apreendidos. Três embarcações de grande porte também foram apreendidas com o apoio de equipes da Polícia Militar Ambiental de Fernandópolis.

 

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