Homem que matou adolescente em 2019 vai a júri nesta semana

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A Justiça de Araçatuba realiza na quarta-feira (21) o júri de Daniel Gaspar Barbosa acusado de assassinar a adolescente Júlia Maria de Lima Barbassa Mendes, em janeiro de 2019, no bairro Água Branca, zona leste da cidade. O crime ganhou ampla repercussão na região e até nacionalmente. Depois de ficar alguns dias foragido, Barbosa foi capturado por policiais militares.

Consta na denúncia oferecida pelo Ministério Público que no dia 19 de janeiro de 2019, por volta de 8h20, na rua Cláudio Dionísio Sanches de Souza, o réu, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, matou a adolescente com uma facada.

O denunciado morava em frente da casa da vítima. No dia do crime, ele sentou-se em frente do imóvel e viu o momento que o pai da menor e o enteado dele saíram da residência. Em seguida, a mãe da jovem iniciou os trabalhos em um salão de beleza que ficava em frente do imóvel. Aproveitando dessa situação, ele se apoderou de uma faca e invadiu o local pela porta dos fundos.

O denunciado encontrou a adolescente dormindo e com nítido intento homicida passou a agredi-la fisicamente e desferiu quatro facadas, quer atingiram o tórax, o pescoço e a cabeça. Após o ato, o indiciado fugiu. A adolescente não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Segundo o Ministério Público:

“O crime foi perpetrado por meio cruel, vez que o denunciado, de porte bem mais avantajado que a vítima, adolescente, causou nessa, intenso e desnecessário sofrimento ao agredi-la diversas vezes, além de lhe desferir quatro golpes de facas, revelando malvadez e brutalidade fora do comum. O denunciado utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que a surpreendeu no momento em que estava dormindo, isto é, despreparada, desarmada e sem possibilidade de qualquer reação, ou seja, sem esperar tal ataque e sem que pudesse de alguma forma se defender”.

Após ser capturado pelos policiais militares, Daniel confessou o assassinato. Ainda conformou apurado pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, o Ministério Público acredita que o réu agiu por motivo torpe, pois resolveu vingar-se da vítima e sua família, por acreditar que eram “caguetas”, já que pensava que eles estariam informando às autoridades que era foragido da Justiça.


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