Policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil de Araçatuba localizaram na manhã de quinta-feira (17) um dos suspeitos de ter gravado um vídeo com a letra de um funk com apologia ao crime e ameaças a policiais civis e militares, em Araçatuba. O jovem tem 17 anos. O outro rapaz que aparece nas imagens, de 18, não foi localizado.
O primeiro vídeo foi publicado nas redes sociais no início desta semana. A música traz em sua letra apologia a crimes, como roubos e furtos. Em determinado momento, os jovens fazem menção de que veículos produtos do crime estariam escondidos em uma mata no bairro Country Ville. Em outro momento, os autores mencionam armas e ‘rajadas’ de tiros e mencionam os policiais.
A partir da publicação das imagens, a Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso e descobriu que os rapazes são moradores do bairro Hilda Mandarino, zona leste do município. Com a repercussão negativa, dois dias depois, os suspeitos gravaram um segundo vídeo, dessa vez com outra letra de funk fazendo a retratação do que tinham falado a respeito dos policiais.
Mas já era tarde. A Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão na residência dos investigados, que foi cumprido ontem de manhã. Durante as buscas na casa do adolescente de 17 anos, as equipes do GOE apreenderam dois celulares e encaminharam o estudante para a Central de Flagrantes, onde ele prestou depoimento na presença de um representante do Conselho Tutelar.
ANÁLISES
Na análise feita nos dois aparelhos, os policiais encontraram outras letras de músicas com cunho criminoso. Em uma delas, policiais civis eram ameaçados de morte nominalmente. Em outro trecho, o presidente Jair Bolsonaro também era ameaçado de morte.
As letras da música ainda relembravam o assalto ao prédio da Protege e mencionavam a morte do policial civil do GOE, André Ferro, que foi executado durante a ação da quadrilha fortemente armada.
O menor foi ouvido e liberado. Ele irá responder por apologia ao crime e seria apresentado na Vara da Infância e Juventude. Já o outro rapaz, que continuava foragido até o fechamento desta edição, também vai responder pelo mesmo crime, que se condenado, pode pegar até seis meses de prisão.
As investigações irão continuar pelo segundo distrito policial de Araçatuba. A partir de agora, os investigadores vão analisar os celulares apreendidos e tentarem encontrar alguma outra prova.
