A filha de um dos maiores e mais perigosos traficantes da região de Araçatuba foi presa na noite de sexta-feira (18) durante um flagrante de tráfico de drogas na rua Padre Ângelo Rudello, em Araçatuba. A mulher, de 30 anos de idade, é filha de Agnaldo Fernando de Oliveira, morto durante uma troca de tiros com policiais militares da Força Tática, em agosto de 2017.
De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, policiais militares da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) receberam diversas denúncias de que na casa da indiciada, identificada pelas iniciais A.F.O. estaria ocorrendo a comercialização de entorpecentes.
Foi requisitado um mandado de busca e apreensão para o endereço da investiga, que foi autorizado pela Justiça. As equipes deram cumprimento no início da noite. Primeiramente, a filha de ‘Agnaldinho’ negou que escondesse qualquer tipo de produto ilícito no imóvel.
Mas durante as buscas, os PMs encontraram um urso de pelúcia. Lá dentro havia um tijolo de pasta base de cocaína. A investigada permaneceu em silêncio a respeito da procedência do entorpecente. Diante disso, ela foi encaminhada até a Central de Flagrantes, onde permaneceu presa à disposição da Justiça.
VIDA CRIMINOSA
Agnaldo foi ligado a Edgar dos Santos Silva, condenado pelo roubo à Protege, em 1997. Os dois também são apontados pela polícia como um dos primeiros contatos de uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios paulistas para a elaboração do mega-assalto à Protege em 2017, onde o prédio da empresa de transporte de valores explodiu. Dez milhões de reais foram levados na ação.
Em 2002, a Polícia Federal o prendeu com 94 quilos de pasta base de cocaína, uma submetralhadora e uma pistola, ambas calibre 9 milímetros. A prisão foi no Bairro Rural de Engenheiro Taveira. A droga estava em sacos com a inscrição “Santa Cruz Bolívia”. A polícia apurou que a droga chegou de avião.
Em 2010, Agnaldo Fernando Oliveira, Edgar dos Santos Silva e Júlio César Bearari (Julinho Ventania) foram condenados por tráfico de drogas. Mesmo dentro dos presídios, eles comandavam o tráfico na região e ordenavam outros crimes.
MORTE
Em agosto de 2017, Agnaldinho foi morto durante uma troca de tiros com a Polícia Militar. Na época, houve denúncia anônima de que dois veículos transportando droga chegariam a Araçatuba pela Rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP 463). Os veículos transitavam no sentido Auriflama a Araçatuba. A equipe posicionou-se pouco antes da ponte Pio Prado (sobre o Rio Tietê) e passaram dois veículos em alta velocidade: um Celta e um Prisma. Teve início a perseguição.
Os policiais perderam o Celta de vista, mas mantiveram a perseguição ao Prisma. O veículo entrou em um canavial e foi abandonado. Neste veículo estavam o homem que conseguiu fugir e Agnaldo Fernando de Oliveira. A droga foi apreendida neste veículo. Pouco tempo depois, os policiais viram que o Celta havia retornado e novamente começou a perseguição. Segundo o capitão Vander Duarte, comadante à época da Força Tática, foram dados sinais de parada, mas o veículo continuou a fuga.
Em determinação momento, já próximo ao trevo de acesso a Santo Antônio do Aracanguá, o condutor do Celta, tentou uma manobra arriscada, mas foi interceptado pela viatura.
Ao descer do carro, Agnaldo Fernando começou a atirar. Atingiu a viatura e feriu um policial. Houve reação. Agnaldo foi atingido e não resistiu aos ferimentos e morreu.

