Empresário que matou rapaz em pátio de posto será julgado na quarta-feira

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A Justiça de Araçatuba realiza na próxima quarta-feira (18) o julgamento do empresário Antônio Berti Junior, acusado de ter assassinado a tiros Alessandro de Oliveira Aoki no pátio de um posto de combustíveis, localizado na Avenida Joaquim Pompeu de Toledo, no Parque Baguaçu, no dia 18 de abril de 2019.

Consta na denúncia oferecida pelo Ministério Público na época que o crime ocorreu por volta das 4h21 daquela madrugada. Para o MP, o denunciado agiu por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Aoki e alguns amigos estavam no posto conversando e ingerindo bebidas alcoólicas.

Algum tempo depois, o réu chegou no local e, mesmo sem possuir amizade com aqueles que ali estavam, cumprimentou o grupo, se sentou e passou a conversar com as pessoas e a consumir bebidas. Consta que o empresário passou a flertar com algumas mulheres e em determinado momento passou a agir de forma inconveniente e grosseira, o que desagradou a todos na mesa.

Em razão disso, a vítima pediu para que o réu fosse embora, o qual resistiu, mas deixou o estabelecimento comercial. Acontece que Antônio não gostou da atitude de Alessandro, armou-se com uma pistola de calibre 380 e a escondeu na cintura. Cerca de 20 minutos depois, ele retornou até o posto e passou a encarar o mesmo grupo de amigos.

Em seguida, de forma inesperada, ele sacou a arma e passou a atirar em direção a Alessandro, o atingindo várias vezes. O rapaz morreu ainda no local. Ainda de acordo com a denúncia, mesmo com a vítima caída, o empresário continuou atirando.

O homem tentou fugir, mas foi logo abordado por uma viatura da Polícia Militar, que fazia patrulhamento nas imediações. “O denunciado praticou o crime por motivo fútil ou banal, qual seja, simplesmente porque não aceitou o pedido da vítima para ir embora do local”, afirmou o Ministério Público na denúncia.

Além disso, segundo o MP, “o denunciado usou recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que a surpreendeu no momento em que estava sentada, desarmada e sem possibilidade de qualquer reação, ou seja, sem esperar tal ataque e sem que pudesse de alguma forma se defender”, concluiu.


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