Da Redação – Mundo
Os Estados Unidos prenderam o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para que ele responda a acusações criminais em território americano. A informação foi divulgada primeiramente pelo senador republicano Mike Lee, de Utah, após conversa com o secretário de Estado, Marco Rubio.
Em publicação no X, na manhã deste sábado (03), Lee afirmou que a operação incluiu uma ação militar para proteger os agentes responsáveis pela execução do mandado de prisão. Segundo o senador, a medida se enquadra na autoridade do presidente dos EUA prevista no Artigo II da Constituição, voltada à defesa de pessoal americano diante de ameaça real ou iminente.
Horas antes, Lee havia questionado a base constitucional da ofensiva, citando a ausência de declaração formal de guerra ou autorização para uso da força militar.
Logo depois, o presidente norte-americano Donald Trump publicou neste sábado (3), em sua rede social Truth Social, uma imagem que mostra o presidente venezuelano Nicolás Maduro em território norte-americano. Na imagem divulgada por Trump, Maduro aparece usando óculos escuros e fones de ouvido, enquanto segura uma garrafa de água.
A imagem classificada como histórica registra uma operação militar de sucesso conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela. A ação teve início durante a madrugada deste sábado.
Lista de crimes
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, divulgou neste sábado (03) uma lista de crimes atribuídos ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que, segundo as autoridades americanas, embasariam a operação conduzida pelos Estados Unidos para capturá-lo.
A informação foi publicada nas redes sociais da procuradora horas após ações militares realizadas pelo presidente Donald Trump em território venezuelano.
De acordo com Bondi, Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram formalmente indiciados no Distrito Sul de Nova York. As acusações incluem conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para a posse desses armamentos com o objetivo de atentar contra os Estados Unidos.
Na publicação, a procuradora afirmou que o casal deverá responder aos processos em solo americano e enfrentar “toda a severidade da Justiça dos Estados Unidos” em tribunais federais.
Bondi também agradeceu publicamente a Trump, a quem atribuiu a decisão de avançar com a responsabilização judicial, e elogiou a atuação das Forças Armadas americanas na operação de captura, descrita por ela como “bem-sucedida”.

