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Vereadores questionam situação de hospital

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A situação dos médicos que prestam serviço na Santa Casa de Penápolis foi motivo de questionamento de vereadores. Na sessão desta semana, a Câmara aprovou requerimento do vereador Júlio Caetano (PSD) questiona o município sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pelo hospital. O pedido de informações foi apresentado no mesmo dia em que 21 plantonistas anunciaram uma greve por causa de atrasos salariais – o movimento foi suspenso pelos próprios médicos no dia seguinte até que a nova gestão assuma a unidade.
Em pronunciamento, o autor do pedido afirmou que a Prefeitura e a Santa Casa devem esclarecer os problemas enfrentados e as providências para combatê-los. Caetano também criticou declaração do prefeito Célio de Oliveira (sem partido) de que novas contratações de médicos poderiam ser feitas para substituição dos que entrarem em greve. “Se não tem dinheiro para pagamentos atrasados, como vai ter para pagar os dos novos contratados?”.
A manifestação ganhou coro dos demais parlamentares. O vereador Francisco José Mendes, o Tiquinho (PSDB), disse que o número de funcionários permanece o mesmo se comparado ao período que antecedeu a intervenção da Prefeitura, em 2015. O tucano também se posicionou contrário à divulgação de que novas contratações poderiam ocorrer para substituir os médicos grevistas. “É difícil encontrar médico cirurgião, isso não acontece do dia para a noite”.
Já Rodolfo Valadão Ambrósio (PSD) afirmou que a Santa Casa pode melhorar sua arrecadação com a realização de cirurgias. “O que dá dinheiro para o hospital são as cirurgias e a Santa Casa de Penápolis não faz.”
O tom mais cauteloso foi adotado pelo vereador Adalgiso do Nascimento, o Ziza (MDB). Para ele, a Prefeitura tem dado grande contribuição para o funcionamento da Santa Casa. O emedebista disse a o hospital está aberto graças à intervenção do Executivo, o qual busca novas alternativas para superar as dificuldades de manutenção do serviço.

ENQUANTO ISSO…
Ontem, ao falarem com a reportagem, os médicos disseram que a paralisação permanece suspensa. Eles aguardam a assinatura do prefeito para finalizar a intervenção, o que deve acontecer até a próxima semana. A partir daí, passariam a negociar com os representantes da organização social escolhida para gerir o hospital.

ARNON GOMES
Penápolis


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