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quinta-feira, maio 19, 2022

Ministra anuncia venda da UFN III

DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS

“Hoje, quando cheguei pela manhã, recebi a notícia do presidente da Petrobras (Joaquim Silva e Luna) e do ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia), de que a Petrobras tinha concluído a venda com a empresa Acron”, afirmou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante evento na Câmara de Três Lagoas, na manhã dessa sexta-feira. “Nós estávamos negociando isso há muito tempo”, disse a ministra, em referência à UFN-III. O Brasil e vários países enfrentam problemas com fertilizantes e produção da UFN III (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados) vai reduzir a dependência externa. O prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro, também foi informado da negociação.
À tarde, a Petrobras emitiu nota confirmando a negociação, ressalvando que a assinatura do contrato de venda depende ainda de tramitação na governança da companhia, após as devidas aprovações governamentais. “A Petrobras esclarece que a assinatura do contrato de venda depende ainda de tramitação na governança da Petrobras, após as devidas aprovações governamentais. A Petrobras reforça o seu compromisso com a ampla transparência de seus projetos de desinvestimento e de gestão de seu portfólio e informa que as etapas subsequentes do projeto serão divulgadas de acordo com a Sistemática de Desinvestimentos da companhia”, informa a nota.
A ministra Tereza Cristina já esteve na Rússia em busca de fornecedores de fertilizantes e vai acompanhar o presidente Jair Bolsonaro em visita ao país. “O presidente acabou de me ligar, feliz da vida, desejando muito sucesso a Três Lagoas e à agricultura brasileira, que vai ganhar muito com a implantação dessa fábrica, que produz produtos nitrogenados, ureia, que é imprescindível para que nossa agricultura seja cada vez menos dependente de importação desses nutrientes”, acrescentou a ministra.

A FÁBRICA
A implantação da unidade foi iniciada em 2011 por um consórcio composto pela empreiteira Queiroz Galvão e um grupo chinês. No fim de 2014, a Petrobras suspendeu o contrato. Estima-se que o investimento foi da ordem de R$ 3 bilhões, com, 81% da obra concluída.
Em 2017, a Petrobras anunciou um programa de investimento e a planta foi colocada à venda. O negócio foi bem, encaminhado com a própria Acron, mas tinha a participação de empresa petrolífera da Bolívia. Com a saída de Evo Morales, o negócio esfriou e em novembro de 2019, a Petrobras anunciou o encerramento das negociações com a Acron.

 

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