ULTRAPASSADO - Equipamentos superados tornam a Malha Oeste ineficiente e pouco atrativa

Futuro da ferrovia da Malha Oeste ainda está indefinido

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ANTONIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A secular Malha Oeste, que liga Bauru a Corumbá, responsável pelo surgimento de várias cidades e desenvolvimento de extensas regiões, está com o seu futuro indefinido. A Rumo Logística, que detém a concessão da ferrovia, já notificou a Agência Nacional de Transporte Terrestre que não tem interesse na operação. A notificação foi feita em junho do ano passado, mas até agora, um ano depois, o Ministério da Infraestrutura ainda não tem uma definição. Enquanto a ferrovia em São Paulo está sucateada, os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul trabalham para a construção da Nova Ferroeste, ligando Cascavel (PR) a Maracaju (MS). O empreendimento pode desestimular investimentos na Malhe Oeste ou reduzir a sua importância econômica.

Os trilhos da Malha Oeste foram colocados no início do século passado, começando com o setor privado. Porém, o governo federal. A ferrovia ligava Bauru a Corumbá, tento ainda alguns ramais, como de Lussanvira (em São Paulo) e de Ponta Porã e Ladário (MS). Na década de 1950 a Rede Ferroviária Federal S.A. assumiu a concessão. Nas décadas de 1960, 1970 e 1980 a ferrovia viveu seu melhor período, mas na década seguinte começou a desaceleração, culminando com a privatização e o fim do transporte de passageiro.

A bitola métrica (um metro entre os trilhos é apontada como uma das razões para a decadência da ferrovia, que devido à ineficiência, perdeu clientes e deixou de fazer investimentos. A Rumo, detentora da concessão, passou a investir em outras malhas e optou por abrir mão do contrato, que vence apenas em 2026.

Nessa semana a reportagem buscou informações sobre o que pensam sobre a Malha Oeste. Potenciais clientes mantiveram o silêncio. O Ministério da Infraestrutura, em resposta a questionamento, disse que “De acordo com informações da ANTT, os estudos para relicitação da Rumo Malha Oeste estão em andamento”. Quanto à possibilidade de modernização e em quais trecho, informou que é necessária a conclusão dos estudos de viabilidade. Outro ponto que ainda depende da conclusão dos estudos de viabilidade é sobre o realinhamento do traçado em determinadas cidades e regiões.

“Conforme o disposto na Resolução CPPI Nº 146, de 2 de dezembro de 2020, a previsão de publicação do edital é o quarto semestre de 2022. A previsão de realização da licitação é 1º semestre de 2023. Não há ainda um cronograma para início das obras definido, pois o responsável pela elaboração será o futuro concessionário”, informou o ministério.

 

CONCORRENTE

A modernização dos trilhos da Malha Oeste pode facilitar o escoamento da produção de Mato Grosso do Sul pelo Porto de Santos. No entanto, como o projeto da Nova Ferroeste, como trilhos de Cascavel a Maracaju e novo traçado de Guarapuava a Paranaguá, está avançando pode ser a opção encontrada.

 

INTRERESSE

O ministro de Infraestrutura, Tarciso Gomes de Freitas, durante reunião em que foi apresentado o estudo da Nova Ferroeste, disse que constantemente há grupos interessados na Malha Oeste. Mesmo com esse interesse relatado pelo ministro, a licitação só deve ocorrer dentro de quase dois anos.

 


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