INVESTIGAÇÃO - Caso ocorreu em Brasilândia, que fica a 65km de Três Lagoas

Divulgação de fotos de cadáver vai ser investigada pela Polícia em Mato Grosso do Sul

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DA REDAÇÃO – BRASILANDIA

A Polícia Civil de Brasilândia, na região de Três Lagoas, instaurou um inquérito Policial para apurar a conduta de algumas pessoas que divulgaram em grupos do aplicativo WhatsApp fotos de uma mulher vítima de suicídio, caso ocorrido na manhã desta sexta-feira (8), em Brasilândia.

Colegas de serviço da vítima encontraram o corpo nos fundos do quintal da casa dela, suspenso por uma corda em uma árvore. Eles chamaram a polícia via 190, que se dirigiu até o local e fez o isolamento até a chegada do Delegado de Polícia e peritos criminais.

De acordo com a polícia, pelo menos duas pessoas tiveram acesso ao local e fizeram fotos da cena de crime, divulgando tais imagens para terceiros em grupos do aplicativo WhatsApp, alcançando grande número de visualizações e compartilhamentos.

Após tomar ciência desse fato a Polícia Civil conseguiu identificar uma das pessoas presentes na cena de crime e, a partir do relato dessa pessoa, identificou uma mulher que fez a fotografia que está circulando nas redes sociais. Ela foi identificada e teve o telefone celular apreendido. O aparelho será submetido a exame pericial.

A Polícia Civil já identificou pelo menos outras duas pessoas que replicaram a mesma fotografia em grupos de WhatsApp. Além das pessoas que replicaram as imagens e que já foram identificadas, podem ser responsabilizados também os administradores dos grupos de mensagens do aplicativo WhatsApp nos quais as fotos foram divulgadas.

Crime

O fato pode caracterizar o crime disposto no artigo 312 do Código penal (vilipendio a cadáver), cuja pena pode alcançar 03 anos de reclusão. Além disso, serão disponibilizados os dados da investigação aos familiares da vítima para que possam ingressar com ações de indenização por dano moral.

“Além de total falta de empatia e respeito para com a vítima e seus familiares, esse tipo de comportamento mostra uma faceta muito perversa da nossa sociedade, uma espécie de gosto pela desgraça alheia. Gostaria muito que essas pessoas se colocassem no lugar dos familiares dessa vítima e repensassem suas atitudes”, afirmou o delegado de polícia de Brasilândia, Thiago Passos da Silva.

 


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