Decisão da justiça pode tirar o controle da Eldorado dos irmãos Batista

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DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS

A disputa pelo controle da Eldorado Brasil, com sede em Três Lagoas, entre a J&F (holding dos imãos Wesley e Joesley Batista), que detém 50,59% e a CA Investiment (Brazil) S.A. (grupo Paper Excellence, holding com sede na Holanda, controlada pelo bilionário indonésio Jackson Widjaja), que detém 49,40%, ganhou mais um fator decisivo. De acordo com o jornal Correio do Estado, de Campo Grande (MS), o MCL Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, do empresário Mário Celso Lopes, de Andradina, obteve quarta-feira (27) liminar favorável do desembargador Nélio Stábile, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que garante a retomada do direito de voto na Eldorado Brasil Celulose, na proporção de 8,28% de seu capital. Com esta decisão, a holding dos irmãos Batista pode perder o controle da empresa.
Na liminar o desembargador determina que Mário Celso Lopes poderá exercer o direito de voto na empresa até que o recurso interposto por ele, na ação que move contra a J&F, seja julgado no mérito.

A Joesley.jpgPODER – Empresário Joesley Batista briga para manter controle da Eldorado
“Entre as arbitrariedades observadas, destaca-se a violação à cláusula antidiluição prevista no item 2.4 do contrato parassocial, ocorrida com a incorporação da Florestal Brasil S.A., que redundou na indevida redução da participação no capital social da acionista MJ, de 25% para 16,72%, motivo pelo qual reputo ser plausível, recomendável e mesmo necessário assegurar à recorrente, ao menos provisoriamente, o direito de voto, em proporção correspondente a 8,28% das ações representativas do capital social da empresa Eldorado”, citou Nélio Stábile em sua decisão.

A Wesley Batfista.jpgFORA – Como Joesley, Wesley Batista não pode ocupar cargo nas empresas
A defesa de Mário Celso alega que a incorporação da Florestal Brasil pela Eldorado, em 2011, foi diluída em operações que teriam sido feitas a sua revelia e que resultaram na redução de sua participação na empresa para 8,28%. Quando a Eldorado foi fundada, a MCL detinha 25% de participação na empresa, e a J&F, outros 75%.
A Eldorado.jpgDECISÃO – Liminar garante 8,28% das ações ao antigo sócio da Eldorado, Mário Celso Lopes
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