Os reservatórios das usinas hidrelétricas são de uso múltiplo. Além da geração da energia, são importantes para controle de vazão dos rios, evitando enchentes, além de permitir empreendimentos, como usinas de bioenergia, potencialização da hidrovia e até mesmo a geração de energia fotovoltaica com a instalação de painéis solares. Há também muita atividade turística com passeios de barcos, além de empreendimentos às margens das represas. Agora, os lagos estão sendo descobertos para a criação de peixe, especialmente a tilápia.
Por meio da assessoria de imprensa, a reportagem de O LIBERAL REGIONAL entrevistou o CEO da Tilabras, Nicolas Landolt, que anunciou a instalação de uma unidade produtora em Selvíria (MS). Ele disse que o investimento na primeira fase é da ordem de US$ 15 milhões. Não falou no investimento global.
O LIBERAL – Qual a origem da Tilabras?
Tilabras – A Tilabras teve sua origem na empresa Mar&Terra, também do mesmo grupo. Por meio de pesquisas, descobrimos o grande potencial que o Brasil tem em ser um dos principais players mundiais em piscicultura, um setor pouco explorado e não profissionalizado no Brasil.
O LIBERAL – Por que a escolha de Selvíria?
Tilabras – Depois de uma análise de mais de 1960 lugares, foi concluído que a represa de Jupiá, situada na região de Selvíria, apresenta a melhor qualidade de água e potencial para expansão da piscicultura.
O LIBERAL – Qual o valor total do empreendimento e como será o investimento por etapa?
Tilabras – O projeto estima uma implantação em 4 módulos de 25.000 toneladas anuais. Na primeira fase, referente a instalação e operação dos tanques de cultivo, o investimento inicial previsto é de 15 milhões de dólares. Serão instalados tanques de 20m de diâmetro por 6m de profundidade, com capacidade de aproximadamente 1.800m³ para cultivo. A primeira fase de instalação de tanques pode contar com até 45 deles.
O LIBERAL – O que a empresa vai fazer, quantas etapas previstas e qual o cronograma de implantação?
Tilabras – As primeiras atividades de implementação devem se iniciar ainda em setembro, com o começo da instalação dos tanques de cultivo e execução de testes funcionais. A previsão é que a operação de cultivo nos tanques seja iniciada em 2018. A primeira fase prevê o processamento de até 25 mil toneladas/ano. O projeto, em sua capacidade total, prevê o processamento de até 100 mil toneladas/ano, o que corresponde a 32.000 toneladas de filés. Esse volume corresponderia hoje a 25% da produção brasileira de tilápia, tornando a Tilabras a maior produtora individual de tilápia do mundo.
O LIBERAL – Quando efetivamente começa a operar e quando deve chegar à plenitude da produção?
Tilabrás – O teste piloto se inicia este mês, ele consiste em provar alguns fatores de sucesso para darmos continuidade à operação. A primeira fase deve iniciar em dezembro, com 4.000 toneladas de peixes vivos, e ir crescendo gradativamente, a cada novo ciclo novo serão 4 mil toneladas a mais até atingir 12 mil tonelada, referente ao total da primeira fase, que deve acabar em meados de 2019. O objetivo é atingir a máxima de 100 mil toneladas até 2024.
O LIBERAL – A empresa foi beneficiada por algum programa de estímulo ao desenvolvimento?
Tilabras – Os mesmos benefícios que as empresas situadas no estado do Mato Grosso do Sul.
O LIBERAL – A empresa já detém as licenças necessárias para implantação do projeto?
Tilabras – A Tilabras possui todas as licenças necessárias para operar, desde as licenças referentes ao uso da água até as de operação. Foi feito um trabalho consistente junto aos órgãos responsáveis (ANA, IMASUL, MARINHA, SPU, IBAMA, etc.) para conseguirmos as aprovações.
O LIBERAL – Estão previstos impactos ambientais e sociais?
Tilabras – O projeto da Tilabras, além de estar de acordo com todas as normas ambientais, traz em seu DNA a sustentabilidade ambiental, econômica e social da região. Dessa forma, a empresa trará para Selvíria impactos positivos, como a geração de empregos diretos e indiretos, o desenvolvimento local e a preservação ambiental no curto, médio e longo prazo.
O LIBERAL – A empresa já detém as licenças necessárias para implantação do projeto?
Tilabras – A Tilabras possui todas as licenças necessárias para operar, desde as licenças referentes ao uso da água até as de operação. Foi feito um trabalho consistente junto aos órgãos responsáveis (ANA, IMASUL, MARINHA, SPU, IBAMA, etc.) para conseguirmos as aprovações.
O LIBERAL – Estão previstos impactos ambientais e sociais?
Tlabras – O projeto da Tilabras, além de estar de acordo com todas as normas ambientais, traz em seu DNA a sustentabilidade ambiental, econômica e social da região. Dessa forma, a empresa trará para Selvíria impactos positivos, como a geração de empregos diretos e indiretos, o desenvolvimento local e a preservação ambiental no curto, médio e longo prazo.

