ESTRATÉGIA - Ao conhecer os locais com maior incidência, é possível estabelecer planos de trabalho DIVULGAÇÃO

Secretaria de Saúde e UFMS criam mapa que aponta onde há maior circulação de casos de Covid

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DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em parceria com o curso de Geografia da UFMS, por meio de projeto de pesquisa com recursos PPSUS/FUNDECT, começa a monitorar os casos de covid-19 conforme sua distribuição no município, a partir do território de abrangência das unidades de saúde. O mapa será divulgado semanalmente.

Conforme Vinícius de Jesus Rodrigues Neves, médico de Família e Comunidade e da equipe de Vigilância Epidemiológica da SMS, “vamos divulgar mapas que demonstrem onde a circulação do coronavírus está mais intensa. Isso não significa que nas demais localidades não tenhamos casos, pelo contrário, significa que nessas de coloração laranja e vermelha a chance de se contaminar é muito maior”, explicou.

O mapa é elaborado a partir da extração de dados dos casos positivos, sendo lançados num sistema que gera as coordenadas geográficas de acordo com os casos registrados nos últimos dias, tendo como referência a localidade onde cada paciente se encontra.

Além disso, o mapa será utilizado para acionar as Unidades de Saúde dos bairros com maior incidência para ampliarem a vigilância e orientação à população sobre o aumento de casos na região. “Outra ação, é a intensificação da fiscalização feita pela Vigilância Epidemiológica, com apoio do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, sobre o cumprimento do isolamento domiciliar; e, com o apoio da Defesa Civil, panfletagem orientativa principalmente no comércio local desses bairros”, explicou Neves.

 

Inclusive, já utilizando a mensuração dada pelo mapeamento, as ações de ampliação da orientação e aumento da fiscalização e monitoramento começarão na área de abrangência da UBS Vila Nova.

Os motivos para que uma região esteja em verde e outra em vermelho no mapa podem contar com diversos fatores, desde perfil de idade dos moradores da região, locais de maior circulação de pessoas por motivo de trabalho e até questão de aglomeração. “É complexo definirmos um ou vários motivos específicos para isso, porém o mapeamento permite, mesmo sem esse balizamento, saber quais as regiões mais afetadas e que precisam de atenção redobrada”, explicou Neves.

O médico alerta ainda que o cuidado deve ser aumentado, com uso mais rigoroso de máscara, distanciamento e higiene das mãos. “Mesmo que as contaminações tenham se iniciado fora da região, é possível que no comércio local a presença do vírus esteja ainda maior, por isso a importância de aumentar os cuidados. Nas demais localidades do município, os cuidados continuam os mesmos”, finalizou.

 


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