Região Noroeste têm ano positivo para geração de emprego

A última atualização do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, feita no dia 15 de agosto, mostra resultado positivo na geração de emprego nos acumulados entre janeiro e julho das microrregiões de Lins, Birigui, Araçatuba e Andradina. Setores como construção civil e indústria de transformação foram responsáveis pelas maiores contratações e também pelos maiores volumes de demissões. Microrregiões que têm como perfil econômico predominante a agricultura e agropecuária apresentaram também a mesma dinâmica. O Liberal Regional preparou um balanço sobre a evolução das contratações e demissões nas principais áreas econômicas em cidades de Lins a Três Lagoas, comparando os dados deste ano com os de 2016. O resultado mostra o crescimento da economia brasileira nos últimos meses.

LINS

A microrregião de Lins apresentou no acumulado entre janeiro e julho deste ano saldo positivo de 777 novos empregos: foram 8055 admissões e 7278 desligamentos. Os setores que mais contrataram neste período foram indústria de transformação (576 postos) e agricultura (135 postos). Construção civil e comércio também tiveram variação positiva: três e 15 novas contratações, respectivamente. Apenas o setor de serviços demitiu mais que empregou neste ano, acumulando saldo negativo de 168 vagas.

Entre janeiro e julho de 2016 a microrregião de Lins gerou 54 postos de trabalho, o que mostra uma evolução extremamente positiva neste ano. Apesar do ano ser positivo, o mês de julho, último dado liberado pelo Ministério do Trabalho, teve saldo negativo para sete postos de trabalho: foram 988 admissões e 995 desligamentos. Além da cidade sede, Guaimbê, Getulina, Guaiçara, Cafelândia, Júlio Mesquita, Sabido e Promissão integram a microrregião.

BIRIGUI

A microrregião de Birigui, composta por 18 municípios, sendo os maiores a cidade sede e Penápolis, acumula saldo positivo de 3204 novos postos de trabalho gerados entre janeiro e julho de 2017. Foram 18144 admissões e 14940 desligamentos. O setor de indústria de transformação é o que mais empregou durante estes sete meses: foram 1847 vagas geradas. Segue o setor de serviços, com 751 novos empregos. Comércio e agropecuária também estão positivos neste ano, com 340 e 412 novos postos criados, respectivamente. Na microrregião de Birigui a construção civil mais demitiu que contratou em 2017: o saldo negativo para o setor é de 155 vagas.

No mesmo período do ano passado a microrregião havia gerado 1804 empregos, o que mostra um crescimento de 43,6% em 2017. Mesmo com ano positivo a cidade de Birigui registrou em julho perda de 76 empregos, sendo que Penápolis teve saldo positivo para o mês de 125 carteiras assinadas. Bilac, que faz parte da microrregião de Birigui, também teve um julho negativo: retração de 90 vagas de emprego.

ARAÇATUBA

A microrregião de Araçatuba é composta por sete municípios: Bento de Abreu, Guararapes, Lavínia, Rubiácea, Santo Antônio do Aracanguá, Valparaíso e a sede, Araçatuba. Neste ano foram gerados 2059 postos de trabalho, resultado positivo por conta de 17310 contratações ante 15251 demissões. Assim como as demais microrregiões, indústria de transformação lidera as contratações: 1324 postos criados entre janeiro e julho. O setor de serviços é o segundo que mais contratou: 751 novas carteiras assinadas. Construção civil, ao contrário das microrregiões de Lins e Birigui, teve crescimento significativo: 222 postos de trabalho foram criados no período. Agropecuária gerou 125 empregos e apenas o comércio teve variação negativa, perdendo 295 vagas.

Com relação ao mesmo período de 2016 a microrregião de Araçatuba cresceu 77,8% na geração de emprego em 2017. No ano passado, até julho haviam sido gerados 457 empregos. Na cidade sede, ao contrário de Lins e Birigui, Araçatuba registrou saldo positivo na geração de emprego para o mês de julho: foram 1735 admissões ante 1632 demissões, gerando 130 empregos na cidade. Em julho do ano passado Araçatuba perdeu 221 postos com carteira assinada. A construção civil continua sendo o principal motor da geração de emprego na cidade. Em julho, foram abertas na cidade 130 vagas, sendo que no mesmo período do ano passado esse saldo foi negativo, 86 postos a menos.

ANDRADINA

Na microrregião de Andradina, composta por 11 municípios, o ano também é positivo: foram 8641 admissões contra 6281 demissões, gerando um saldo positivo de 2360 empregos. Com relação ao mesmo período de 2016, quando foram geradas 1775 vagas, houve um crescimento de 24,7%. As maiores contratações foram no setor de indústria de transformação: 1862 novas carteiras assinadas. Na sequência está a área de serviços, com 629 empregos gerados. Agropecuária também está positivo em 2017, com saldo de 8 novos postos. Construção civil e comércio perderam empregos: 38 e 147 vagas a menos, respectivamente.

A cidade de Andradina teve saldo negativo no mês de julho, acompanhando Lins e Birigui como sedes de microrregião que menos geraram empregos. O município acumulou saldo negativo de 45 vagas para o mês, quando no mesmo período em 2016 a perda foi muito maior: 221 empregos a menos.

TRÊS LAGOAS

No estado vizinho do Mato Grosso do Sul, a microrregião de Três Lagoas está com saldo negativo no acumulado entre janeiro e julho de 2017: retração de 370 vagas. No mesmo período de 2016 a microrregião, que é formada por cinco municípios, gerou 1849 empregos, o que mostra uma redução de quase 80% em 2017. Os setores mais prejudicados são indústria de transformação, que perdeu 371 vagas neste ano, e construção civil, com 275 postos a menos. Comércio e serviços estão com saldo positivo: 54 e 349 novas carteiras assinadas, respectivamente. Agropecuária também mostra queda na microrregião, com retração de 144 postos de trabalho.

FERNANDO VERGA – Araçatuba

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