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São Sebastião, o mártir da perseverança

*Felipe Aquino

São Sebastião foi martirizado na última e pior perseguição do Império Romano, que foi a de Diocleciano, por volta do ano 300 d.C. Ele foi sepultado nas catacumbas de Roma que têm o seu nome, e sua festa é celebrada no dia 20 de janeiro.

Segundo uma forte tradição, São Sebastião foi militar, embora não tivesse vocação para isso; mas para ajudar melhor os confessores da fé e os mártires teria ido para Roma e entrado no Exército romano em 283 d.C.

Conta-se que Sebastião converteu muitos para o cristianismo e incentivou muitos cristãos a não negarem a fé diante do martírio. Quando os mártires Marcos e Marceliano, condenados à morte, corriam o risco de falhar em sua resolução por causa das lágrimas dos amigos, Sebastião interveio e os exortou a perseverar.

Por causa de seus milagres e curas muitos se convertiam e recebiam o Batismo, inclusive Cromácio, governador de Roma e seu filho Tibúrcio, que foram convertidos e sofreram o martírio.

Santo Ambrósio diz que Sebastião nasceu em Milão. Diocleciano, imperador romano, sem conhecer sua fé, quis tê-lo como o centurião de guardas pretorianos, que cuidam da proteção do imperador.

Sebastião teria aproveitado para socorrer os irmãos na fé, os cristãos. Fazia também apostolado procurando converter soldados e prisioneiros, o que conseguia com grandes milagres. Mas, quando Diocleciano descobriu a fé de Sebastião, o destemido e audaz centurião teve de comparecer ante o imperador para dar satisfação sobre o seu procedimento. O imperador se queixou que tinha confiado nele e que esperava dele uma brilhante carreira e ele o havia traído. Foi condenado sem apelação. Segundo a Lenda de ouro, Sebastião foi amarrado a um tronco de árvore e transpassado por setas, na presença de toda a gente e antigos colegas de ofício.

Certo de que estava morto, foi levado para ser sepultado. No entanto, uma viúva, Irene, indo sepultar Sebastião o notou ainda vivo e cuidou dele. Recuperado das flechas, não quis deixar Roma e seu cargo. Diante do imperador reclamou dos maus tratos aos cristãos, o que causou grande surpresa a Diocleciano que o considerava morto. Em seguida ordenou que o Santo fosse espancado até a morte. Seu corpo foi sepultado por uma jovem cristã chamada Lucinda.

*Felipe Aquino é autor de mais de 70 livros e apresentador dos programas “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na TV Canção Nova, e “No Coração da Igreja”, na Rádio Canção Nova. Em julho de 2012 recebeu o título de “Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno”, concedido pelo Papa às pessoas que se destacam, no seu trabalho, em prol da evangelização, em defesa da fé e o desenvolvimento da Igreja Católica.


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