PONTO DE VISTA

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As previsões não são animadoras

Rodrigo Andolfato

Após a publicação de meu último artigo, recebi de vários leitores suas opiniões e considerações. Isto é sempre muito bom para gente que escreve periodicamente para sabermos quanto do que estamos disseminando está sendo absorvido. Mas houveram duas mensagens que valem ressalva. A primeira delas trata de forma técnica a questão da reserva de valor através de moedas fortes lastreadas em metais. Mais precisamente, o leitor me indicou um artigo de Hugo Salinas Price de janeiro de 2018, no site “Silver Coin for Mexico” em http://www.plata.com.mx. O artigo em questão relembra fatos históricos sobre a moeda. Para quem não é estudioso no assunto “economia austríaca”, a verdadeira economia, se assusta com o fato de que as teses de nossa escola austríaca, começaram séculos antes com os bispos espanhóis da escola de Salamanca. Mas uma das passagens do artigo mostra claramente o papel hediondo do rei da Espanha em misturar materiais não preciosos na cunhagem das moedas, falsificando legalmente o valor das mesmas. Nesta passagem o autor relembra o padre católico Juan de Mariana, que denunciou o rei espanhol por tal prática. Afirmando que o valor da moeda pertencia ao povo e não ao rei. Por tal afirmação acabou preso pela inquisição.
Mas por que esse assunto é tão importante, Rodrigo, por que você sempre escreve sobre ele? A resposta é simples meus amigos leitores. A melhor forma de escravizar alguém é fazer isso sem que o escravizado perceba tal condição. Na época da escravidão no Brasil, muitos escravos pensavam que a vida na senzala não era ruim, e era o preço a se pagar por ter um lugar para dormir e comida entregue todos os dias. O mesmo acontece hoje em dia. Vivemos numa sociedade onde quem tem o direito de “criar” dinheiro do nada mantém escravizado todo seu povo. E assim como nas senzalas, hoje em dia a maioria dos escravos dizem que: “impostos são o preço para se viver em sociedade”. A analogia entre a senzala do passado e o mundo de hoje é perfeita.
Hoje em dia, o senhor de escravos não tem trabalho nenhum em ter que cuidar da senzala ou preparar a comida para seus servos. Simplesmente cada um se vira como pode, trabalha, produz riqueza, e o estado vem e, utilizando um papel pintado por ele, compra toda riqueza produzida pelos seus cidadãos. É por essa razão que cada país só permite transações comerciais em suas moedas. Isto se chama “moeda de curso forçado”, ou seja, moeda de uso obrigatório. Por isso mesmo, quem tem dinheiro em espécie, está trocando esse dinheiro, investindo em bens duráveis que reservam valor efetivamente. Por isso que nunca se viu tanta gente financiando imóveis a prestações fixas. Oras! Se o dinheiro no futuro perderá valor, as prestações começarão a ficar menores a cada ano em valor real.
A segunda mensagem de meus leitores que marcou muito a questão das armadilhas que virão em 2021, trata-se de uma publicação da braziljournal.com escrito por Pedro Arbex em 05/01 deste ano, cujo título é “Os 10 maiores riscos para 2021, segundo a Eurasia”. Para quem não sabe, a Eurasia Group é uma empresa de consultoria e pesquisa de risco político extremamente reconhecida mundo afora por seu nível de acertos em suas previsões. Grandes analistas econômicos utilizam-se de suas previsões para investimentos futuros.
Vamos as duas piores armadilhas de 2021 das dez elencadas no artigo, o qual recomendo muito a leitura integral. Primeiro vem a “GOVERNABILIDADE DE BIDEN”. Independentemente de suas crenças sobre a Democracia ser boa ou ruim, Stalin certa vez disse: “O importante não são os que votam e sim os que contam os votos”. Sabemos que por mais que as eleições americanas pudessem ter sido um retrato da verdade sob a ótica legalista, sabemos que o maior poderio armamentista do mundo estará dividido. E isto é um perigo!
Segundo: “O SEGUNDO PERDEDOR”. O artigo termina com a preocupação com a América Latina e principalmente o Brasil. O artigo diz que o Oriente Médio seria o primeiro perdedor e nós o segundo. Mas com um estoque de petróleo nas alturas e outras fontes de energia cada vez mais baratas, ninguém liga muito para o primeiro. Já o segundo perdedor é o maior exportador de alimentos do mundo. A preocupação do mundo com o Brasil é que sem a gente ele entra em colapso rapidamente. É por isso, que o artigo se encerra com a fala do presidente Bolsonaro em que nos tira a venda dos olhos e afirma que o Brasil quebrou.
Muitos veem a situação atual com desespero. Eu particularmente vejo tudo isso com esperança de um mundo novo. De preferência, fora da senzala em que vivemos! IMPOSTO É sim ROUBO!

Rodrigo Andolfato é empresário da Construção Civil, membro do ilan – Instituto Liberal da Alta Noroeste


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