Perícia conclui que incêndio na Acrepom pode ter sido criminoso

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O Instituto de Criminalística de Araçatuba concluiu que o incêndio ocorrido no último dia 21 de junho na Acrepom (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Recicláveis de Araçatuba) pode ter sido criminoso. O laudo pericial foi divulgado na manhã dessa quinta-feira (16). A Polícia Civil, agora, tenta identificar a autoria do crime. 

Segundo informações obtidas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, os peritos identificaram um maior foco de incêndio no refeitório, no setor de prensa e no de fragmentação. Nesse local havia maior ação do fogo, que se propagou por meio do forro de madeira, estrutura do telhado e, depois, pela recepção, o vestiário e a biblioteca. 

Acontece que a perícia constatou, após um minucioso exame no local, um foco de menor proporção na cozinha e outro na parede externa do mesmo cômodo, próximo ao armário do gás. “Portanto, devido à existência de três focos não interligados, induz-se que o incêndio teve início de maneira proposital”, complementou o relatório. 

NÃO IDENTIFICADO 

A perícia não conseguiu identificar qual tipo de produto pode ter causado o incêndio, por conta da extensão do fogo, além da ação das equipes do Corpo de Bombeiros, na tentativa de apagar as chamas. A partir de agora, as investigações devem continuar, principalmente com o foco de identificar a autoria. 

INCÊNDIO 

O fogo começou a atingir a Acrepom por volta de meio dia de um domingo, dia 21 de junho de 2020. Rapidamente, as equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e compareceram ao local. Foi um trabalho difícil, já que muitos materiais eram inflamáveis, o que fez com que as chamas se espalhassem rapidamente. 

O trânsito precisou ser interditado para o trabalho das equipes. A Polícia Militar e a Guarda Municipal deram suporte para a interdição. Aproximadamente duas horas depois, o fogo foi totalmente controlado. O prejuízo estimado, de acordo com os dirigentes da associação, é de mais de R$ 300 mil, já que muitos dos equipamentos novos foram queimados. 

Acrepom surgiu em 1996  a partir de uma preocupação do Centro de Direitos Humanos em parceria com a Pastoral da Juventude, a partir da  reflexão da Campanha da Fraternidade (Quaresma de 1995) que  trouxe o tema sobre os excluídos.  Descobriu-se que em Araçatuba, havia, aproximadamente, cem pessoas  coletando papéis pela rua e  vivendo  em condições  de total precariedade. 

A Prefeitura Municipal de Araçatuba cedeu, a título de empréstimo,  o prédio para a sede. Atualmente são 30 associados, mas de forma  indireta  a Acrepom atinge, aproximadamente, cem famílias,  considerando  os  “terceiros”,  pessoas e grupos informais  que coletam  de forma autônoma o material  e  vendem,  bem como os adolescentes  que  cumprem medida  de Prestação de Serviço  à Comunidade. 


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