Máfia do Asfalto é alvo de nova ação e envolve três prefeitos ilhenses

O Ministério Público do Estado de São Paulo ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP) contra o prefeito afastado de Ilha Solteira, Edson Gomes (PP), que está preso desde 28 de março; o ex-prefeito Bento Sgarboza (DEM) e a ex-prefeita Odília Gomes (Sem partido); funcionários da Prefeitura e integrantes do Grupo Scamatti, investigado pela Operação Fratelli por envolvimento na “Máfia do Asfalto”.

A ação no valor de R$ 7.568.956,38 pede à Justiça o ressarcimento aos cofres públicos de cerca de R$ 2,9 milhões, além de anulação de três licitações de 2008, durante o Governo Bento, que assumiu a Prefeitura após a renúncia de Odília, viabilizando a candidatura do marido, Edson Gomes, que foi eleito naquele ano para seu segundo mandato como prefeito.

Também são citadas na ação as empresas Demop Participações Ltda. e Scamatti e Seller Investimentos 02 S/A, a Prefeitura de Ilha Solteira, Rosangela Aparecida Nunes, Geraldo Souza, Fernando Márcio Lopes da Silva, Valdoir Gonçales, Maria Augusta Seller Scamati, Osvaldo Ferreira Filho, Luiz Carlos Seller, Mauro André Scamatti, Dorival Remedi Scamatti, Pedro Scamatti Filho, Edson Scamatti e Olívio Scamatti.

A ação pede a condenação por possível ato de improbidade administrativa cometido por Edson Gomes, pelas duas empresas e pelos irmãos Scamatti – Olívio, Edson, Pedro, Dorival, Mauro – e pelos ex-prefeitos Bento e Odília.

Para o MP, houve irregularidades na prestação de serviços de pavimentação, obra de recapeamento asfáltico, colocação de guias e sarjetas, entre outras obras públicas. O município teria pago aproximadamente R$ 7,5 milhões.

Na avaliação do Ministério Público as licitações não passaram de um “jogo de cartas marcadas” para beneficiar as empresas do Grupo Scamatti e empresas “parceiras”. De acordo com o MP, o grupo teria criado uma organização criminosa para lesar os cofres públicos em diversos municípios do Estado de São Paulo, entre eles, Ilha Solteira.
A ação revela ainda que a fraude de licitação só foi possível com a participação de servidores públicos, agentes políticos e ajustes prévios com representantes de outras empresas, mediante entrega de dinheiro e outras vantagens. (Hoje Mais Ilha Solteira)

A investigação foi iniciada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em 2006, que contou com a participação de um ex-promotor de Justiça de Ilha Solteira, Evandro Ornelas Leal. De acordo com o MP, 2006 foi o ano que o esquema foi montado para fraudar licitações. Foram a partir destas investigações que foi deflagrada a Operação Fratelli, em 2013, que reuniu o MP, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.

De acordo com os dados do MP, somente em 2012, a empresa Demop, que é apontada uma das principais empresas do Grupo Scamatti recebeu R$ 84 milhões.

Em outras ações e manifestações os acusados negaram a existência de irregularidades.

Da Redação

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