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quarta-feira, maio 18, 2022

INTERNA DO ASILO SÃO VICENTE DE PAULO COMPLETA 103 ANOS

Enquanto a imensa maioria da população brasileira começa a apresentar algum tipo de doença depois dos 50 anos de idade e uma parte fica inabilitada aos 70, dona Ana Lourenço de Melo Barros pode se considerar uma privilegiada. Não fosse o Alzheimer, essa alagoana de Arapiraca estaria 100% hábil para todas as atividades do seu cotidiano. Dona Ana Lourenço já passou dos 70 anos há muito tempo. Exatamente há 33 anos. Nascida em 1915, ela completou no dia 20, nada menos que 103 anos de vida. Um feito e tanto para uma mulher que vivenciou uma época de ainda mais dureza no Nordeste brasileiro, casou cedo, aos 24 anos, e criou 13 filhos.
Dona Ana é a interna mais idosa do Asilo São Vicente de Paulo, de Guararapes. Chegou lá no dia 8 de junho de 2012, aos 96 anos. Veio de Atibaia, trazida pelos filhos Severino Henrique Neto, 76, e José Henrique, 77, que já moravam em Guararapes e queriam a mãe mais perto para ser melhor cuidada. “Assim como os demais idosos, a dona Ana tem aqui, no asilo, todos os cuidados multiprofissionais, que são imprescindíveis para a sua segurança e a sua saúde física e mental”, informa o presidente da entidade, Rodrigo Ferreira de Souza, o Diguim.
Ana Lourenço é a queridinha do asilo. De acordo com a psicóloga da instituição, Marcela Melanin Montoro, a idosa dificilmente reclama alguma dor, ou aparenta irritação. É calma, tranquila e gosta de conversas animadas, quando faz o que mais gosta, que é sorrir. “Apesar dos seus 103 anos, a dona Ana tem uma locomoção muito boa”, enfatizou a profissional.
No asilo, dona Ana não sente solidão. Além dos amigos e amigas, seus dois filhos homens – além deles, ela tem uma filha, que mora em Atibaia – a visitam regularmente. “Eles têm um carinho imenso pela mãe. Sinal de gratidão por tudo o que ela fez por eles”, observa Marcela Melanin.
A idosa é autodidata. Mesmo hoje, ainda consegue ler, quando o tamanho das letras ajuda. Um dos seus filhos, Severino, é policial militar aposentado. E foi a mãe quem o ensinou a ler e a escrever. “Os ‘ primeiros passos’ foi a minha mãe quem me ensinou. Depois fiz os cursos escolares exigidos pela Polícia Militar”, contou ele.

Ediwilson dos Santos
Guararapes

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