PARAR - Hidrovia deve parar no dia 31 de agosto devido à redução do calado

Governo evita confirmar suspensão nas operações da Hidrovia Tietê-Paraná

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Desde o mês de julho órgãos do governo federal vem mantendo reuniões com os representantes das empresas que operam a Hidrovia Tietê-Paraná. A princípio as operações estavam previstas para suspensão no início de agosto. No entanto, as conversas avançaram e deixaram para o fim do mês, tendo o dia 27 como data indicativa. As empresas estão operando com calado reduzido, mesmo assim os órgãos governamentais evitam falar em suspensão das operações. Segundo Luízio Rizzo Rocha, presidente do Sindasp (Sindicato dos Armadores de Navegação Fluvial do Estado de São Paulo) e vice-presidente da Fenavega (Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária), deve parar no dia 31.

“A questão da movimentação de cargas na hidrovia Tietê-Paraná tem sido tratada pelo Ministério da Infraestrutura de forma estratégica, junto à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Na tentativa de minimizar ao máximo os impactos, estão alinhadas à operação da hidrovia com a necessidade de poupar água nos reservatórios, inclusive, com reuniões técnicas semanais e acompanhamento da Casa Civil da Presidência da República”, diz nota do Ministério da Infraestrutura, sem confirmar a data.

A reportagem procurou a Secretaria de Logística e Transportes. “As ondas de vazão, responsáveis por permitir a navegação nestes tempos de estiagem, vão ser feitas pelo DH até o dia 31/08. Após este período, com a redução ainda maior do calado, a navegabilidade pode ficar mais difícil. O DH ressalta que continuará trabalhando e monitorando os índices para retomar a navegação de forma imediata, assim que possível”, diz a nota, também sem confirmar a operação, mas já fala em retomada, sugerindo que a hidrovia vai parar.

“O problema afeta diretamente o transporte da produção agrícola do Brasil. É por isto que a Secretaria de Logística e Transportes entende que é importantíssimo mudar a matriz energética do país para diminuir a dependência das hidrelétricas. A Secretaria acredita que tem faltado uma ação mais firme de planejamento para atenuar o problema da estiagem, que é recorrente e vem se agravando em períodos mais recentes”, conclui a nota.


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